Entre "o Romantismo tão gasto e o Realismo tão vasto": os tableaux de Joaquim Serra e o ecletismo

  • Vagner Camilo Universidade de São Paulo
Palavras-chave: Joaquim Serra, humor romântico, mistura de gêneros

Resumo

Este ensaio detem-se numa parcela da poesia de um nome hoje praticamente ignorado na tradição literária brasileira: Joaquim Serra (1838-88). Dono de extensa produção, o maranhense foi importante jornalista, político, grande publicista ligado à imprensa abolicionista, dramaturgo e poeta. Como poeta, embora tenha também composto versos em diálogo com as tendências dominantes na lírica romântica, Serra teve seu nome associado a um gênero de poesia ruralista ou sertanista, que surgiu no quadro dessa mesma geração romântica. Mas aqui, o que interessa da produção poética de Serra não são os quadros rústicos e sim os tableaux urbanos marcados pelo registro humorístico na caracterização de cenas e tipos, e concebidos em intenso diálogo com o teatro, numa mescla ou fusão de gêneros que, graças ao salvo-conduto do romantismo, explorou em outros tantos momentos de sua obra.

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Biografia do Autor

Vagner Camilo, Universidade de São Paulo
Vagner Camilo é professor de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo, autor de Risos entre pares: poesia e humor românticos (Edusp/Imprensa Oficial, 1997) e Drummond: da rosa do povo à rosa das trevas (Ateliê/ANPOLL, 2000).
Publicado
2013-12-23
Como Citar
Camilo, V. (2013). Entre "o Romantismo tão gasto e o Realismo tão vasto": os tableaux de Joaquim Serra e o ecletismo. Teresa, (12-13), 384-420. Recuperado de https://www.revistas.usp.br/teresa/article/view/99407