Uma gaiola de ouro: A problemática da regeneração na literatura africana de língua portuguesa

Autores

  • Niyi Afolabi Tulane University (USA)

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2526-303X.v0i20-21p27-41

Palavras-chave:

Regeneração, Degeneração, Colonialismo, Luta Armada, Tradição, Trans- gressão, Inovação, Guerra Civil, Corrupção, Lusotropicalismo, Marginalização

Resumo

A partir do estudo de obras representativas de Luís Bernardo Honwana, Mia Couto, Ungulani Ba Ka Khosa de Moçambique e Manuel Rui de Angola, examina-se aqui o conceito da regeneração como uma arma de dois gumes. De um lado, a situação colonial imposta por Portugal é degenerativa, provocando nos colonizados dos países africanos de língua portuguesa, revolta e resposta regenerativa sob a forma de luta armada a qual que levou à independência entre 1974 e 1975. Para Portugal, porém, a regeneração reside no mito lusotropicalista que justifica o colonialismo como “humanista.” Ao mesmo tempo, a situação pós-independência de guerra civil e de corrupção pós-colonial contradiz as expectativas utópicas pré-independência. Entende-se que a situação colonial como pós-independência pode ser ou regenerativa ou degenerativa dependendo da perspectiva e do contexto.

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Biografia do Autor

Niyi Afolabi, Tulane University (USA)

Ph. D. Department of Spanish and Portuguese / African and Diaspora Studies Program

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Publicado

1998-12-09

Como Citar

AFOLABI, N. Uma gaiola de ouro: A problemática da regeneração na literatura africana de língua portuguesa. África, [S. l.], n. 20-21, p. 27-41, 1998. DOI: 10.11606/issn.2526-303X.v0i20-21p27-41. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/africa/article/view/74882. Acesso em: 29 fev. 2024.

Edição

Seção

Artigos