A metáfora da matrioshka animada pelo logos como princípio criador de dramaturgias

Autores

  • Alexandre Gil França Universidade de São Paulo

Palavras-chave:

Craig, dramaturgia, Deleuze, über-marionette

Resumo

O objetivo deste trabalho é fazer uma aproximação das ideias relacionadas à über-marionette de Edward Gordon Craig com duas obras recentes: uma do teatro, Ninguém falou que seria fácil (2011), texto de Felipe Rocha, e outra do cinema, Synecdoque, New York (2008), roteiro de Charlie Kaufman. A hipótese é a de que a ideia de ator na über-marionette de Craig encontra uma possível resposta em termos de criação de papéis nessas duas dramaturgias, nas quais as personagens como matrioshkas animadas assumem o lugar de marionetes de outras personagens do texto, resultando em um jogo lógico de teatralidade e na diluição de seus caracteres realistas.

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Biografia do Autor

Alexandre Gil França, Universidade de São Paulo

Escritor, diretor teatral, músico e pesquisador, encenou, com a sua companhia, a Dezoito Zero Um, cinco das peças que escreveu, entre elas Habitué (2010), Mínimo Contato (2011) e Billie (2014). Atualmente, é aluno da Pós-Gradução em Artes Cênicas da Universidade de São Paulo - nível mestrado, sob orientação do Prof. Dr. Felisberto Sabino da Costa, onde estuda trânsitos possíveis entre mitologia e dramaturgia contemporânea.

 

Referências

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SINEDÓQUE, Nova York, Direção: Charlie Kaufman, Imagem Filmes, 2009, DVD (123 min)

Publicado

2015-12-31

Como Citar

França, A. G. (2015). A metáfora da matrioshka animada pelo logos como princípio criador de dramaturgias. Revista Aspas, 5(2), 41-53. Recuperado de https://www.revistas.usp.br/aspas/article/view/100880