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  • Plataformização da cultura: criação, produção, trabalho e fruição em tempos de digitalização da economia

    2022-07-19

    O desenvolvimento das plataformas digitais tem alterado profundamente a maneira como realizamos as nossas atividades diárias. Sejam atividades relacionadas ao lazer e à educação sejam as tarefas relacionadas ao trabalho, quase sempre haverá um aplicativo disponível no Google Play ou na Apple Store para intermediar as nossas ações e a forma como nos relacionamos com o mundo. Essa inserção das plataformas nas práticas sociais tem sido denominada de plataformização (HELMOND, 2015). Uma das principais promessas é que quanto mais integrados estivermos com as aplicações, via computador, celulares, relógios ou outros “gadgets”, melhor os sistemas inteligentes performarão e, portanto, mais produtivos, criativos e satisfeitos estaremos. Com o passar dos anos, entretanto, os aspectos negativos da economia de plataformas são cada vez mais preocupantes.

    Nos setores das indústrias criativas e culturais, esse fenômeno da inserção das plataformas digitais tem impactado na maneira de produzir/criar, distribuir, comercializar e consumir bens e serviços culturais. Thomas Poell, David B. Nieborg, and Brooke Erin Duffy (2022) denominam esse processo de plataformização da produção cultural, isto é, a integração de plataformas digitais, com suas dimensões econômica, governamental e infraestrutural nos diversos setores das indústrias criativas e culturais, assim como na organização das práticas de trabalho, criatividade e participação.

    Com a finalidade de compreender como esse fenômeno está transformando os processos de criação, produção, organização, consumo e participação dos artistas, produtores, instituições e públicos no campo cultural, bem como levantar os novos desafios na formulação de políticas públicas para a cultura, a revista Extraprensa convida a comunidade de pesquisadores interessados na temática para contribuir escrevendo um artigo científico para o dossiê:  Plataformização da cultura: criação, produção, trabalho e fruição em tempos de digitalização da economia.

    Os trabalhos podem versar os seguintes eixos:

    Novas tecnologias e estruturas digitais do campo de produção cultural e criativo

    • Esse eixo pretende refletir sobre como as novas tecnologias de comunicação e informação estão afetando a dinâmica estrutural dos ambientes de criação, produção, distribuição, promoção e consumo da produção simbólica na contemporaneidade.

    A plataformização e os novos processos de gestão, governança e organização dos setores culturais e criativos

    • Esse eixo pretende discutir como a plataformização da produção cultural está alterando os processos de gestão, governança e organização de redes de agentes, empresas e instituições culturais para compreender as novas assimetrias e relações de poder e dependência das grandes empresas de tecnologia.

    A plataformização e as transformações no mercado e na organização socioeconômica da produção cultural

    • Esse eixo procura apresentar artigos sobre os impactos da plataformização organização dos setores culturais e criativo para compreender como as plataformas digitais estão alterando as dinâmicas de produção e consumo e redesenhando os mercados culturais.

    A plataformização da produção cultural e os processos de criação

    • Procuraremos reunir nesse eixo textos que discutam como as plataformas digitais estão alterando as dinâmicas e processos criativos de diferentes linguagens artísticas como a música, as artes cênicas, visuais entre outras.

    A Plataformização da produção cultural e o trabalho

    • Esse eixo tem por objetivo identificar, levantar, analisar como as plataformas digitais estão impactando nos processos de criação, produção, distribuição, promoção e consumo e na organização socioeconômica do trabalho no campo de produção cultural.

    A plataformização e a democratização da cultura

    • Esse eixo pretende reunir artigos que discutam sobre os novos diálogos e desafios entre as novas tecnologias de comunicação e informação e suas plataformas digitais e os direitos humanos, abordando temas que apresentem os impactos da plataformização da produção cultural formas de acesso à: informação, liberdade de expressão, diversidade, privacidade, compromisso com a verdade, combate ao discurso de ódio e discriminação.
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  • Migrações, comunicação e debates sobre os deslocamentos humanos no século XXI

    2022-02-18

    A experiência migratória implica sempre desafios e aprendizados em relação a si e ao outro. Ela envolve não apenas os sujeitos migrantes, mas pode afetar também os grupos sociais que ficaram na origem e aqueles que estão no destino.

    Em alguns momentos, deixar as origens é uma decisão baseada em escolha pessoal ou oportunidade de trabalho. Em outros, a migração pode ser suscitada por guerras, tragédias naturais ou perseguições políticas.

    Se diferenças culturais entre regiões podem ser obstáculos para quem migra dentro de um mesmo país, para aqueles mudam de nação ou continente agregam-se eventuais diferenças de idioma e de organização política. Todos esses aspectos trazem consequências para a comunicação e a agenda midiática. Embora parte dela valorize as narrativas sobre direitos humanos, em alguns espaços ainda se reproduz estereótipos e preconceitos.

    Esta edição da revista Extraprensa pretende refletir sobre as migrações em escala regional e no contexto geopolítico das primeiras décadas deste século, destacando seus desdobramentos na área da comunicação. Essa questão torna-se mais relevante quando, por um lado, conflitos locais e crises internacionais levam cidadãos a abandonarem suas origens, e, por outro, forças de extrema-direita, xenófobas e intolerantes, avançam no mundo todo.

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  • O pensamento de Paulo Freire e sua intersecção com cultura e comunicação.

    2021-08-19

    Esta edição da Revista Extraprensa irá receber artigos, ensaios ou relatos de pesquisas que tratem da interface de conceitos desenvolvidos pelo pensador brasileiro Paulo Freire com as áreas de comunicação e cultura. Como ideias como cultura do silêncio, ação cultural para a liberdade, educação como prática dialógica e, principalmente, o compromisso com a transformação social se interseccionam com os debates teóricos do campo da comunicação e da cultura particularmente no cenário latino-americano. E, também, contribuições para se refletir os dilemas da construção de campos interdisciplinares entre a área de comunicação e educação. A publicação desta edição da Extraprensa é uma homenagem ao centenário de nascimento do grande pensador da educação brasileira.

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