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  • PRORROGAÇÃO - 10 de maio de 2022 - Dossiê "Transmissão pessoa a pessoa: análises sociológicas da pandemia COVID-19"

    2022-04-06

    Submissões até: 10 de maio de 2022

    Transmissão pessoa a pessoa: análises sociológicas da pandemia COVID-19

    Organizadores: Emily Pingel e André Marega Pinhel

     

    A emergência sanitária desencadeada pela pandemia da Covid-19 veio acompanhada de uma série de desafios para a pesquisa sociológica. Talvez o principal deles seja a demanda por análises realizadas no “calor” dos acontecimentos, implicando em descontinuidades e incertezas no processo interpretativo. Some-se a essa conjuntura analítica adversa as instabilidades políticas e econômicas que acompanharam a adoção de medidas de prevenção à disseminação da Covid 19. Todas as pandemias são de natureza social e a COVID-19 não é exceção, tornando as análises sociológicas ainda mais urgentes. Qual é o papel da sociologia na compreensão dessa crise de saúde pública?

    Pesquisas preliminares indicam que certos grupos sociais estão mais vulneráveis aos agravos causados pela Covid-19, como negros e populações tradicionais (BAQUI et al, 2020). Embora a pandemia COVID-19 não tenha criado essas desigualdades sociais, ela ampliou e expôs sua dinâmica. Esses diferentes desfechos e experiências de saúde entre grupos durante a pandemia ressaltaram os apelos à saúde como um direito humano básico e universal. Uma abordagem sociológica que questiona o que sabemos (ou não sabemos) sobre a pandemia da COVID-19 nos oferece uma oportunidade para contextualizar esse evento reverberante e compreender as desigualdades que impulsionam seus efeitos.

    Parece consenso que a pandemia da COVID-19 não fundou novas desigualdades sociais no acesso aos serviços de saúde, mas apenas potencializou iniquidades previamente estruturadas nas diferenças regionais e demográficas; desigualdades que devem ser enfrentadas para unificação nacional de um sistema de saúde público e universal. Ao mesmo tempo, a situação excepcionalidade sanitária chamou a atenção do debate público para fatores que até então eram pouco debatidos fora dos círculos especializados; com destaque para a subnotificação das informações, fenômeno que prevalece desde os exames epidemiológicos até a coleta de informações socioeconômicas dos pacientes. O pensamento sociológico pode contribuir para refletir sobre a coleta e disseminação dessas informações e para compreender os determinantes sociais que influenciam as desigualdades em saúde.

    O objetivo do dossiê é agregar trabalhos que tratem dos impactos da pandemia da covid-19 para a pesquisa social em um sentido amplo. Aceitam-se, para tanto, trabalhos originais que abordem tanto discussões conceituais, propostas de esquema metodológico e análises de resultados empíricos de dados quantitativos ou qualitativos relacionados a pandemia. Aceitam-se também traduções de artigos publicados em periódicos estrangeiros que tratem da mesma temática. Os autores podem considerar abordar temas que incluem, mas não se limitam a: o papel das tecnologias digitais; equidade e os determinantes sociais da saúde; experiência coletiva e significado em uma pandemia; mudanças nas práticas organizacionais e trabalhistas; pandemias como eventos sociais; as raízes e efeitos políticos e econômicos no caminho do virus; e abordagens e inovações metodológicas para coleta e análise de dados relacionados ao COVID-19.

    A Revista Plural convida todas e todos a submeterem artigos para o dossiê, com previsão de publicação no segundo semestre de 2022. Os manuscritos devem ser todos submetidos pela plataforma: revistas.usp.br/plural . As instruções gerais, normas e outras diretrizes relevantes podem ser conferidas no endereço  www.revistas.usp.br/plural/about/submissions. O material recebido será submetido à avaliação externa - processo de double-peer-blind-review. Para maiores informações, por favor, escreva-nos: plural@usp.br.

    As contribuições devem ser feitas pelo site da Revista Plural, na guia "Submissões", selecionando a opção Dossiê: "Transmissão pessoa a pessoa: análises sociológicas da pandemia COVID-19".

    Saiba mais sobre PRORROGAÇÃO - 10 de maio de 2022 - Dossiê "Transmissão pessoa a pessoa: análises sociológicas da pandemia COVID-19"
  • CHAMADA PARA CONTRIBUIÇÕES: Dossiê “Transmissão pessoa a pessoa: análises sociológicas da pandemia COVID-19”. Submissões até: 10/04/2022

    2021-12-13

    CHAMADA PARA CONTRIBUIÇÕES:

    Transmissão pessoa a pessoa: análises sociológicas da pandemia COVID-19

    Organizadores: Emily Pingel e André Marega Pinhel

    Chamada aberta até: 10 de abril de 2022

     

    A emergência sanitária desencadeada pela pandemia da Covid-19 veio acompanhada de uma série de desafios para a pesquisa sociológica. Talvez o principal deles seja a demanda por análises realizadas no “calor” dos acontecimentos, implicando em descontinuidades e incertezas no processo interpretativo. Some-se a essa conjuntura analítica adversa as instabilidades políticas e econômicas que acompanharam a adoção de medidas de prevenção à disseminação da Covid 19. Todas as pandemias são de natureza social e a COVID-19 não é exceção, tornando as análises sociológicas ainda mais urgentes. Qual é o papel da sociologia na compreensão dessa crise de saúde pública?

    Pesquisas preliminares indicam que certos grupos sociais estão mais vulneráveis aos agravos causados pela Covid-19, como negros e populações tradicionais (BAQUI et al, 2020). Embora a pandemia COVID-19 não tenha criado essas desigualdades sociais, ela ampliou e expôs sua dinâmica. Esses diferentes desfechos e experiências de saúde entre grupos durante a pandemia ressaltaram os apelos à saúde como um direito humano básico e universal. Uma abordagem sociológica que questiona o que sabemos (ou não sabemos) sobre a pandemia da COVID-19 nos oferece uma oportunidade para contextualizar esse evento reverberante e compreender as desigualdades que impulsionam seus efeitos.

    Parece consenso que a pandemia da COVID-19 não fundou novas desigualdades sociais no acesso aos serviços de saúde, mas apenas potencializou iniquidades previamente estruturadas nas diferenças regionais e demográficas; desigualdades que devem ser enfrentadas para unificação nacional de um sistema de saúde público e universal. Ao mesmo tempo, a situação excepcionalidade sanitária chamou a atenção do debate público para fatores que até então eram pouco debatidos fora dos círculos especializados; com destaque para a subnotificação das informações, fenômeno que prevalece desde os exames epidemiológicos até a coleta de informações socioeconômicas dos pacientes. O pensamento sociológico pode contribuir para refletir sobre a coleta e disseminação dessas informações e para compreender os determinantes sociais que influenciam as desigualdades em saúde.

    O objetivo do dossiê é agregar trabalhos que tratem dos impactos da pandemia da covid-19 para a pesquisa social em um sentido amplo. Aceitam-se, para tanto, trabalhos originais que abordem tanto discussões conceituais, propostas de esquema metodológico e análises de resultados empíricos de dados quantitativos ou qualitativos relacionados a pandemia. Aceitam-se também traduções de artigos publicados em periódicos estrangeiros que tratem da mesma temática. Os autores podem considerar abordar temas que incluem, mas não se limitam a: o papel das tecnologias digitais; equidade e os determinantes sociais da saúde; experiência coletiva e significado em uma pandemia; mudanças nas práticas organizacionais e trabalhistas; pandemias como eventos sociais; as raízes e efeitos políticos e econômicos no caminho do virus; e abordagens e inovações metodológicas para coleta e análise de dados relacionados ao COVID-19.

    A Revista Plural convida todas e todos a submeterem artigos para o dossiê, com previsão de publicação no segundo semestre de 2022. Os manuscritos devem ser todos submetidos pela plataforma: revistas.usp.br/plural . As instruções gerais, normas e outras diretrizes relevantes podem ser conferidas no endereço  www.revistas.usp.br/plural/about/submissions. O material recebido será submetido à avaliação externa - processo de double-peer-blind-review. Para maiores informações, por favor, escreva-nos: plural@usp.br.

    As contribuições devem ser feitas pelo site da Revista Plural, na guia "Submissões", selecionando a opção Dossiê: "Transmissão pessoa a pessoa: análises sociológicas da pandemia COVID-19".

    CALL FOR SUBMISSIONS:

    Person-to-Person Transmission:  Sociological Analyses of the COVID-19 Pandemic

    Organizers: Emily Pingel and André Marega Pinhel

    Open call until: April 10, 2022.

     

    The health emergency triggered by the Covid-19 pandemic was accompanied by a series of challenges for sociological research. First and foremost is perhaps the demand for analyses “in the heat of the moment,” as the pandemic was unfolding, resulting in discontinuities and uncertainties in the interpretive process. Added to this adverse analytical situation are the political and economic instability that accompanied the adoption of preventative measures (e.g., masking, social distancing). All pandemics are social in nature and COVID-19 is no exception, making sociological analyses all the more pressing. In soliciting contributions to this edition of Plural, we therefore ask: What is the role of sociology in understanding this public health crisis?

    In line with a social determinants of health perspective, preliminary research indicates that COVID-19 disproportionately affects particular social groups, including Black and Brown people and those living in poverty (Baqui et al., 2020). While the COVID-19 pandemic did not create these social inequalities, it amplified and laid bare their dynamics. These disparate health outcomes and experiences of the pandemic between groups underscored calls for health as a human right and the critical need for universal healthcare. At the same time, the unfolding pandemic drew public attention to factors that until then were little debated outside of specialized circles. A sociological approach that interrogates what we know (and do not) about the COVID-19 pandemic and how we know it offers us an opportunity as social scientists to contextualize this reverberating event and comprehend the inequalities driving its effects.

    The aim of this issue of Plural is to bring together scholarship that discusses the impacts of the COVID-19 pandemic for social research in a broad sense. We encourage original manuscripts that address both conceptual issues and methodological considerations for the analysis of quantitative or qualitative data related to the pandemic. We will also accept translations of articles published in foreign journals dealing with the same theme. Authors may consider addressing topics that include, but are not limited to: the role of digital technologies; the sociology of quantification; equity in health and the social determinants of health; collective experience and meaning in a pandemic; changes in organizational and labor practices; pandemics as social events; the political and economic phenomena undergirding responses to the pandemic; and methodological approaches and innovations for the collection and analysis of data related to COVID-19.

    Plural Magazine invites submissions for this issue, to be published in the second half of 2022. Manuscripts must all be submitted by the platform: revistas.usp.br/plural. Please navigate to the "Submissions" tab and select the Dossie option: " Person-to-Person Transmission:  Sociological Analyses of the COVID-19 Pandemic”. General instructions, standards and other relevant guidelines can be found at www.revistas.usp.br/plural/about/submissions. Submissions will undergo a double-blind peer review process. For more information, please contact us at plural@usp.br.

     

     

    Saiba mais sobre CHAMADA PARA CONTRIBUIÇÕES: Dossiê “Transmissão pessoa a pessoa: análises sociológicas da pandemia COVID-19”. Submissões até: 10/04/2022
  • PRORROGAÇÃO - 11/12/2021 - Dossiê "Transformações recentes na educação superior brasileira”

    2021-12-01

    NOVA Data limite para submissão: 11 de dezembro de 2021



    Organização: Sylvia Gemignani Garcia (USP), Murillo Marschner Alves de Brito (USP),
Ana Paula Hey (USP)


    
Nos últimos 25 anos, os sistemas nacionais de educação superior vêm experimentando um processo significativo de expansão e diversificação institucional sobre o qual as ciências sociais vêm se debruçando largamente. Avanços recentes no acesso à educação secundária têm promovido o crescimento da população elegível à educação superior, processo que vem acompanhado de um conjunto relevante de mudanças na organização institucional do ensino superior e na estrutura de oportunidades que tem se apresentado às coortes mais jovens de estudantes que alcançam os níveis educacionais mais avançados.
Pesquisas recentes têm documentado as transformações ocorridas no campo da educação superior em inúmeras dimensões. Trata-se de uma literatura diversa, interessada em evidenciar as características das mudanças institucionais neste campo em expansão, objeto de intensas lutas sociais. Entre os processos sociais de maior interesse estão a mudança na definição de padrões de acessibilidade, passando pela implementação de políticas que visam a transformação na estrutura da associação entre origens sociais e destinos educacionais; a investigação da emergência de novos padrões que caracterizam as desigualdades no acesso e na permanência em instituições superiores; os desafios das políticas de financiamento estudantil; a caracterização da relação entre os setores público e privado no processo de expansão do sistema; os termos da diversificação institucional resultante do processo de expansão de vagas e instituições; a forma como desigualdades de classe, raça e gênero se demonstram à medida em que se expandem as oportunidades educacionais neste nível; as transformações nos currículos e na definição das carreiras; entre outros vários temas cuja investigação permite a elaboração de representações científicas cada vez mais detalhadas sobre os efeitos dessa expansão recente na estrutura de oportunidades educacionais.
O dossiê “Transformações recentes na educação superior brasileira” tem como objetivo angariar contribuições que permitam que avancemos ainda mais na compreensão das consequências dos processos recentes de expansão da educação superior no país, buscando abarcar a variedade das experiências em todo o território nacional. Serão aceitos artigos que tratem das diversas faces desses processos. Serão aceitas também resenhas, traduções de artigos contemporâneos sobre o tema escritos em língua estrangeira e entrevistas que tratem de questões relacionadas a desdobramentos recentes do processo de expansão da educação superior no país.
A Revista Plural convida todas e todos a submeterem propostas de contribuições ao dossiê, com previsão de publicação no primeiro semestre de 2022.
    Os manuscritos devem ser todos submetidos, até 11 de dezembro de 2021, pela plataforma: revistas.usp.br/plural. As instruções gerais, normas e outras diretrizes relevantes podem ser conferidas no endereço www.revistas.usp.br/plural/about/submissions.
Para maiores informações, por favor, escreva-nos: plural@usp.br

    Saiba mais sobre PRORROGAÇÃO - 11/12/2021 - Dossiê "Transformações recentes na educação superior brasileira”
  • CHAMADA PARA CONTRIBUIÇÕES: Dossiê “Transformações recentes na educação superior brasileira”. Submissões até: 30/11/2021

    2021-05-28

    Dossiê: “Transformações recentes na educação superior brasileira”
    Data limite para submissão: 30 de novembro de 2021
    Organização: Sylvia Gemignani Garcia (USP), Murillo Marschner Alves de Brito (USP),
    Ana Paula Hey (USP)

    Nos últimos 25 anos, os sistemas nacionais de educação superior vêm experimentando um processo significativo de expansão e diversificação institucional sobre o qual as ciências sociais vêm se debruçando largamente. Avanços recentes no acesso à educação secundária têm promovido o crescimento da população elegível à educação superior, processo que vem acompanhado de um conjunto relevante de mudanças na organização institucional do ensino superior e na estrutura de oportunidades que tem se apresentado às coortes mais jovens de estudantes que alcançam os níveis educacionais mais avançados.

    Pesquisas recentes têm documentado as transformações ocorridas no campo da educação superior em inúmeras dimensões. Trata-se de uma literatura diversa, interessada em evidenciar as características das mudanças institucionais neste campo em expansão, objeto de intensas lutas sociais. Entre os processos sociais de maior interesse estão a mudança na definição de padrões de acessibilidade, passando pela implementação de políticas que visam a transformação na estrutura da associação entre origens sociais e destinos educacionais; a investigação da emergência de novos padrões que caracterizam as desigualdades no acesso e na permanência em instituições superiores; os desafios das políticas de financiamento estudantil; a caracterização da relação entre os setores público e privado no processo de expansão do sistema; os termos da diversificação institucional resultante do processo de expansão de vagas e instituições; a forma como desigualdades de classe, raça e gênero se demonstram à medida em que se expandem as oportunidades educacionais neste nível; as transformações nos currículos e na definição das carreiras; entre outros vários temas cuja investigação permite a elaboração de representações científicas cada vez mais detalhadas sobre os efeitos dessa expansão recente na estrutura de oportunidades educacionais.

    O dossiê “Transformações recentes na educação superior brasileira” tem como objetivo angariar contribuições que permitam que avancemos ainda mais na compreensão das consequências dos processos recentes de expansão da educação superior no país, buscando abarcar a variedade das experiências em todo o território nacional. Serão aceitos artigos que tratem das diversas faces desses processos. Serão aceitas também resenhas, traduções de artigos contemporâneos sobre o tema escritos em língua estrangeira e entrevistas que tratem de questões relacionadas a desdobramentos recentes do processo de expansão da educação superior no país.

    A Revista Plural convida todas e todos a submeterem propostas de contribuições ao dossiê, com previsão de publicação no primeiro semestre de 2022. Os manuscritos devem ser todos submetidos, até 30 de novembro de 2021, pela plataforma: revistas.usp.br/plural. As instruções gerais, normas e outras diretrizes relevantes podem ser conferidas no endereço www.revistas.usp.br/plural/about/submissions.

    Para maiores informações, por favor, escreva-nos: plural@usp.br

    Saiba mais sobre CHAMADA PARA CONTRIBUIÇÕES: Dossiê “Transformações recentes na educação superior brasileira”. Submissões até: 30/11/2021
  • PRORROGAÇÃO - 20/05/2021 - Dossiê “Marxismo, Feminismo e a Teoria social”.

    2021-04-11

    Nova data limite: 20 de maio de 2021

    Organizadoras: Bruna Della Torre (USP), Giovanna Marcelino (USP)

    Nos últimos anos, o movimento feminista tem demonstrado uma enorme potência de renovação no âmbito político. O movimento de mulheres, em aliança com o movimento LGBTQI+, os movimentos antirracistas e os movimentos socialistas, tem sido uma das principais forças de bloqueio da extrema-direita contemporânea. Mas como isso tem se configurado no âmbito teórico, especialmente, na sociologia inspirada pelos trabalhos de Marx e Engels? A pergunta que guia esse dossiê é, portanto, a seguinte: como o feminismo pode renovar o marxismo enquanto teoria da sociedade?

    Diversas autoras têm trilhado esse movimento de ampliação e atualização da teoria social marxista através das lentes feministas. Partindo dos escritos de Marx sobre a reprodução da força de trabalho, Lise Vogel, Tithi Bhattacharya, Cinzia Arruzza, Susan Ferguson, apresentam uma teoria unitária para explicar como o movimento do capital, como forma a partir da qual a sociedade capitalista se produz e se reproduz, se concretiza articulando gênero, raça e classe, bem como trabalho produtivo e reprodutivo. Feministas italianas como Silvia Federici e Maria Rosa Della Costa desafiam a teoria marxiana da acumulação primitiva, mostrando como a despossessão de corpos femininos também fez parte desse processo, repensando a relação entre capitalismo e patriarcado e o lugar do trabalho doméstico e não remunerado no esquema marxiano. Juliet Mitchell reconcilia feminismo, marxismo e psicanálise, a partir de uma leitura original de Freud, Lacan, Engels e Beauvoir, adensando a análise das dimensões da opressão feminina e sua relação com o processo social. Angela Davis e Lélia Gonzalez oferecem uma inegável contribuição para a crítica ao capitalismo a partir da ótica do feminismo negro. Partindo das considerações de Rosa Luxemburgo, Maria Mies propõe uma nova crítica da globalização, contribuindo para a construção de uma epistemologia e metodologia ecofeminista. Nancy Fraser, Judith Butler e Roswitha Scholz refletiram, cada uma a sua maneira, sobre a questão de gênero no âmbito da teoria crítica. Calcada na análise da obra de Marx, Heleieth Saffioti também expande a compreensão sobre a condição feminina abarcando a realidade do capitalismo periférico. Esses são apenas alguns exemplos da renovação da teoria social marxista pela via do feminismo, um projeto ainda em construção e que apresenta um grande potencial para gerar novas intepretações sobre a sociedade.

    O dossiê “Marxismo, feminismo e a teoria social” tem como objetivo reunir análises de como o feminismo renovou ou pode renovar as múltiplas vertentes e tradições da teoria social marxista, do trotskismo à teoria crítica, da escola Althusseriana à tradição inglesa da New Left, do leninismo ao marxismo brasileiro, entre outros. Serão aceitos trabalhos teóricos que relacionem os temas do feminismo às análises clássicas do marxismo. Aceitamos também traduções de trabalhos contemporâneos que tratem dessas questões, resenhas e entrevistas.

    A Revista Plural convida todas e todos a submeterem artigos para o dossiê, com previsão de publicação no segundo semestre de 2021. Os manuscritos devem ser todos submetidos pela plataforma: revistas.usp.br/plural . As instruções gerais, normas e outras diretrizes relevantes podem ser conferidas no endereço  www.revistas.usp.br/plural/about/submissions.

    Para maiores informações, por favor, escreva-nos: plural@usp.br.

    As contribuições devem ser feitas pelo site da Revista Plural, na guia "Submissões", selecionando a opção Dossiê: "Marxismo, feminismo e a teoria Social".

    Saiba mais sobre PRORROGAÇÃO - 20/05/2021 - Dossiê “Marxismo, Feminismo e a Teoria social”.
  • CHAMADA PARA CONTRIBUIÇÕES: Dossiê “Marxismo, Feminismo e a Teoria social”. Submissões até: 10/04/2021

    2020-11-11
    CHAMADA PARA CONTRIBUIÇÕES:

    Dossiê "Marxismo, feminismo e a teoria social"

    Organizadores: Bruna Della Torre (USP), Giovanna Marcelino (USP)

    Chamada aberta até: 10 de abril de 2021

    Nos últimos anos, o movimento feminista tem demonstrado uma enorme potência de renovação no âmbito político. O movimento de mulheres, em aliança com o movimento LGBTQI+, os movimentos antirracistas e os movimentos socialistas, tem sido uma das principais forças de bloqueio da extrema-direita contemporânea. Mas como isso tem se configurado no âmbito teórico, especialmente, na sociologia inspirada pelos trabalhos de Marx e Engels? A pergunta que guia esse dossiê é, portanto, a seguinte: como o feminismo pode renovar o marxismo enquanto teoria da sociedade?

    Diversas autoras têm trilhado esse movimento de ampliação e atualização da teoria social marxista através das lentes feministas. Partindo dos escritos de Marx sobre a reprodução da força de trabalho, Lise Vogel, Tithi Bhattacharya, Cinzia Arruzza, Susan Ferguson, apresentam uma teoria unitária para explicar como o movimento do capital, como forma a partir da qual a sociedade capitalista se produz e se reproduz, se concretiza articulando gênero, raça e classe, bem como trabalho produtivo e reprodutivo. Feministas italianas como Silvia Federici e Maria Rosa Della Costa desafiam a teoria marxiana da acumulação primitiva, mostrando como a despossessão de corpos femininos também fez parte desse processo, repensando a relação entre capitalismo e patriarcado e o lugar do trabalho doméstico e não remunerado no esquema marxiano. Juliet Mitchell reconcilia feminismo, marxismo e psicanálise, a partir de uma leitura original de Freud, Lacan, Engels e Beauvoir, adensando a análise das dimensões da opressão feminina e sua relação com o processo social. Angela Davis e Lélia Gonzalez oferecem uma inegável contribuição para a crítica ao capitalismo a partir da ótica do feminismo negro. Partindo das considerações de Rosa Luxemburgo, Maria Mies propõe uma nova crítica da globalização, contribuindo para a construção de uma epistemologia e metodologia ecofeminista. Nancy Fraser, Judith Butler e Roswitha Scholz refletiram, cada uma a sua maneira, sobre a questão de gênero no âmbito da teoria crítica. Calcada na análise da obra de Marx, Heleieth Saffioti também expande a compreensão sobre a condição feminina abarcando a realidade do capitalismo periférico. Esses são apenas alguns exemplos da renovação da teoria social marxista pela via do feminismo, um projeto ainda em construção e que apresenta um grande potencial para gerar novas intepretações sobre a sociedade.

    O dossiê “Marxismo, feminismo e a teoria social” tem como objetivo reunir análises de como o feminismo renovou ou pode renovar as múltiplas vertentes e tradições da teoria social marxista, do trotskismo à teoria crítica, da escola Althusseriana à tradição inglesa da New Left, do leninismo ao marxismo brasileiro, entre outros. Serão aceitos trabalhos teóricos que relacionem os temas do feminismo às análises clássicas do marxismo. Aceitamos também traduções de trabalhos contemporâneos que tratem dessas questões, resenhas e entrevistas.

    A Revista Plural convida todas e todos a submeterem artigos para o dossiê, com previsão de publicação no segundo semestre de 2021. Os manuscritos devem ser todos submetidos pela plataforma: revistas.usp.br/plural . As instruções gerais, normas e outras diretrizes relevantes podem ser conferidas no endereço  www.revistas.usp.br/plural/about/submissions. O material recebido será submetido à avaliação externa - processo de double-peer-blind-review. Para maiores informações, por favor, escreva-nos: plural@usp.br.

    As contribuições devem ser feitas pelo site da Revista Plural, na guia "Submissões", selecionando a opção Dossiê: "Marxismo, feminismo e a teoria Social".

     

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  • PRORROGAÇÃO PARA 14 DE DEZEMBRO DE 2020 da Chamada para o Dossiê "Religião, cultura e política entre o progressismo e o conservadorismo"

    2020-05-19

    Organizadores: Brenda Maribel Carranza Dávila (PUC-Campinas), Renan William dos Santos (USP) e Luiz Vicente Justino Jácomo (USP)

    Data limite para submissão: 14/12/2020

    A pergunta que orienta este dossiê é: de que forma os temas de grande repercussão política vem impactando, nas últimas décadas, o pensamento, prática, pregação, alianças e ações da esfera religiosa no contexto brasileiro, e vice-versa? Em alguns casos, há uma reação que busca barrar o avanço de transformações sociais mais amplas, como a secularização ou a liberalização dos costumes. Em outros, trata-se de propor uma maior abertura aos novos costumes, práticas e concepções. Ainda, os mesmos atores, instituições e denominações religiosas podem se posicionar de uma maneira que consideram “progressista” em certo tema, e de maneira “conservadora” em outro. Mas não é só a autoconcepção dos grupos que conta. “Progressismo” e “conservadorismo” são categorias relacionais que variam conforme o tempo e dependem das disputas em jogo tanto no próprio campo religioso quanto no contexto social mais amplo.

    Nesse sentido, um primeiro ponto a se levar em conta é que a esfera religiosa, ainda que frequentemente referida no singular, é sempre mais bem representada no plural. A diversificação das crenças, denominações, pertenças e identidades da fé em nosso território, assim como no resto do mundo moderno, acontece não só por meio da criação de novas religiões, mas também como resultado da dinâmica interna e transformações nas religiões já há muito instituídas. Instituições teoricamente unificadas e hierarquizadas, como a Igreja Católica, por exemplo, comportam em seu interior um mundo extremamente diverso – e nem sempre harmônico. Nas inúmeras denominações que compõem o chamado segmento evangélico, por sua vez, a semelhança entre as igrejas às vezes é tamanha que mal se nota uma distinção para além da nomenclatura, e a própria disputa entre elas no mercado religioso tende a funcionar como um contraste que evidencia as diferenças. Isso sem falar na profusão mitológica e no caráter autônomo das religiões dos orixás, que vêm temperar ainda mais esse caldeirão de cultura religiosa no Brasil, ao qual se somam ainda pitadas de outras tantas espiritualidades e bricolagens individuais, o espiritismo kardecista, as religiões orientais, os misticismos new age etc. Em meio a esse pluralismo, pululam também múltiplas derivações políticas e culturais de concepções religiosas

    Este dossiê tem como propósito reunir análises voltadas à compreensão, mapeamento e classificação de alguns desses posicionamentos religiosos em relação a pautas que estão em debate no cenário político e cultural no Brasil. Serão aceitos trabalhos teóricos ou empíricos que versem sobre as relações entre dimensões da esfera religiosa brasileira e temas como ambientalismo, homofobia, tolerância, direitos humanos, controle de natalidade, aborto, uso de drogas, controle da violência, produção cultural etc. Além disso, são bem vindas resenhas e traduções de trabalhos importantes e recentes que tratem dessas questões.

    A Revista Plural convida todas e todos a submeterem artigos para o dossiê, com previsão de publicação no primeiro semestre de 2021. Os manuscritos devem ser todos submetidos pela plataforma: revistas.usp.br/plural . As instruções gerais, normas e outras diretrizes relevantes podem ser conferidas no endereço  www.revistas.usp.br/plural/about/submissions. O material recebido será submetido à avaliação externa - processo de double-peer-blind-review. Para maiores informações, por favor, escreva-nos: plural@usp.br

    As contribuições devem ser feitas pelo site da Revista Plural, na guia "Submissões", selecionando a opção Dossiê: "Religião, cultura e política entre o progressismo e o conservadorismo".

    Saiba mais sobre PRORROGAÇÃO PARA 14 DE DEZEMBRO DE 2020 da Chamada para o Dossiê "Religião, cultura e política entre o progressismo e o conservadorismo"