Tecnologia de comunicação alternativa para pessoas laringectomizadas por câncer de cabeça e pescoço

Autores

  • Cristiane A. Gomes Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto
  • Fernanda C. Rugno Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto
  • Gabriela Rezende Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto
  • Renata C. Cardoso Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto
  • Marysia M. R. P. De Carlo Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v49i5p463-474

Palavras-chave:

Comunicação. Qualidade de Vida. Câncer de Cabeça e Pescoço

Resumo

Modelo do estudo: Revisão Integrativa da Literatura. Objetivo: sintetizar os principais resultados de pesquisas e publicações relacionados ao uso de tecnologias de comunicação alternativa por pessoas com restrições de sua capacidade de comunicação, particularmente daquelas laringectomizadas por câncer de cabeça e pescoço. Método: estudo baseado em levantamento bibliográfico nas bases de dados eletrônicas: PubMed, LILACS, SCIELO e CINAHL, através do uso dos descritores: “Head and Neck Neoplasms”, “Head and Neck Cancer”, “Quality of Life” e “Communication”, seus correspondentes em português e seus cruzamentos. Resultados: Foram selecionados 14 artigos, publicados no período de 2004 à 2014, categorizados em duas unidades de análise: I: Impacto do adoecimento e do tratamento na qualidade de vida e aspectos físicos, funcionais e sintomas (N=5), II: Aspectos psicossociais relacionados ao tratamento de câncer de cabeça e pescoço (N=9). Os artigos indicaram que o adoecimento e o tratamento do câncer causam alterações corporais, por vezes traumáticas, com impactos importantes sobre os aspectos funcionais e estéticos, com alterações da fala, da alimentação e aparência física, além de afetar fatores psicológicos. A laringectomia é altamente estressante e compromete a comunicação e as interações sociais, particularmente em relação a seus familiares e equipe de saúde. Essas consequências manifestam-se na vida cotidiana desses sujeitos, incluindo respostas emocionais que variam de forma singular a cada individuo. O uso de recursos de comunicação alternativa pode favorecer a participação social ativa por parte de pessoas com dificuldades de comunicação e favorecer, assim, sua qualidade de vida (QV). Conclusão: O uso de recursos alternativos para a comunicação, por parte de laringectomizados parciais ou totais, favorece o exercício da autonomia, a manutenção da capacidade de comunicação, a ativa participação social e melhora da QV da pessoa com câncer

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Biografia do Autor

Cristiane A. Gomes, Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto

Terapeuta ocupacional, pós-graduanda pelo Programa de Enfermagem em Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo

Fernanda C. Rugno, Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto

Terapeuta ocupacional, pós-graduanda pelo Programa de Enfermagem em Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo

Gabriela Rezende, Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto

Terapeuta ocupacional, pós-graduanda pelo Programa de Enfermagem em Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo

Renata C. Cardoso, Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto

Terapeuta ocupacional, pós-graduanda pelo Programa de Enfermagem em Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo

Marysia M. R. P. De Carlo, Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto

Professora doutora do Curso de Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e do Programa de Pósgraduação de Enfermagem em Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo

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Publicado

2016-11-30

Como Citar

1.
Gomes CA, Rugno FC, Rezende G, Cardoso RC, De Carlo MMRP. Tecnologia de comunicação alternativa para pessoas laringectomizadas por câncer de cabeça e pescoço. Medicina (Ribeirão Preto) [Internet]. 30 de novembro de 2016 [citado 3 de março de 2024];49(5):463-74. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/125607

Edição

Seção

Artigo de Revisão
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