Contribuição ao estudo das afecções pulmonares nas autópsias pediátricas

Autores

  • Luiz C. Peres
  • Fábio A. Moraes Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP/USP)
  • César M. Yukita Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP/USP)

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v32i3p303-315

Palavras-chave:

Pneumopatias. Pediatria.

Resumo

Modelo do estudo: estudo retrospectivo. Objetivos: determinar a freqüência de algumas das principais afecções pulmonares, pediátricas, com base na casuística de autópsias do Serviço de Patologia do HCFMRP-USP, comparando-a com a literatura, a fim de produzir um texto com informações atualizadas, que possa servir de orientação ao estudo dos problemas, principalmente para alunos de graduação. Metodologia: foram analisados os seguintes dados de quinhentas e cinco (505) autópsias pediátricas, realizadas no Serviço de Patologia do HCFMRP-USP, entre junho de 1993 e junho de 1996: sexo, idade gestacional, idade no momento da morte, peso corporal, causa da morte, peso e alterações pulmonares (petéquias, hemorragias, defeitos de lobação, hipoplasia, pneumonia, pneumotórax, hemotórax, derrame pleural, enfisema intersticial, doença da membrana hialina, displasia broncopulmonar e atelectasia). O programa Epi-Info, versão 6, foi usado para a tabulação dos dados e análise estatística, e os resultados, comparados com a literatura. Resultados: o sexo masculino predominou (53,7%) sobre o feminino (45,9%) e indeterminado(0,4%). A maior parte do óbitos ocorreu no período neonatal precoce (47%), intra-uterino (19%) e neonatal tardio (7%), somando 73% de todos os casos. A idade gestacional variou de dezesseis (16) a quarenta e três) 43 semanas. Prematuridade foi a causa de morte mais freqüente (29,7%), seguida pelas anomalias congênitas (10,9%), anoxia intra-uterina (8,3%), infecções (8,1%), causas perinatais (2,4%), isoimunização (1,8%), neoplasias (0,4%) e outras (38,4%). As afecções pulmonares mais comuns foram: petéquias (49,1%), hemorragia maciça (34,5%), derrame pleural (29,5%), doença da membrana hialina (25,6%), atelectasia (24,6%), pneumonia (16,8%), pneumotórax (10,8%), lobação anormal (8,6%), enfisema intersticial (5%), hipoplasia (4,4%) e displasia broncopulmonar (2,4%). Conclusões: as afecções pulmonares são muito freqüentes nas autópsias pediátricas, representando, muitas vezes, a causa da morte e estão, de uma forma geral, de acordo com as freqüências encontradas na literatura, havendo, no entanto, algumas variações que, possivelmente, refletem diferenças na atenção pré e perinatal, nos diferentes países. As alterações pulmonares identificadas estão, em sua maioria, relacionadas à prematuridade e anomalias congênitas, que representam um terço de todos os óbitos, constituindo-se nos grupos cuja redução traria os maiores benefícios médicos e sócio-econômicos.

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Biografia do Autor

Luiz C. Peres

Docente do Departamento de Patologia

Fábio A. Moraes, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP/USP)

Aluno do Sexto Ano do Curso de Ciências Médicas. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
da Universidade de São Paulo (FMRP/USP)

César M. Yukita, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP/USP)

Aluno do Sexto Ano do Curso de Ciências Médicas. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
da Universidade de São Paulo (FMRP/USP)

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Publicado

1999-09-30

Como Citar

1.
Peres LC, Moraes FA, Yukita CM. Contribuição ao estudo das afecções pulmonares nas autópsias pediátricas. Medicina (Ribeirão Preto) [Internet]. 30 de setembro de 1999 [citado 28 de fevereiro de 2024];32(3):303-15. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/12705

Edição

Seção

Artigo Original
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