Perfil clínico de gestantes portadoras de lúpus eritematoso sistêmico do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná

Autores

  • Lilian Schade Universidade Federal do Paraná
  • Eduardo dos Santos Paiva Universidade Federal do Paraná. Hospital de Clinicas
  • Renato Luiz Sbalqueiro Universidade Federal do Paraná. Hospital de Clinicas
  • Dênis José Nascimento Universidade Federal do Paraná. Hospital de Clinicas
  • Valderílio Feijó Azevedo Universidade Federal do Paraná. Hospital de Clinicas

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v50i3p169-176

Palavras-chave:

Lúpus Eritematoso Sistêmico. Gestação. Autoanticorpos.

Resumo

Modelo do estudo: estudo descritivo, observacional, transversal e parte retrospectivo. Objetivo: Avaliar o perfil clínico e desfecho materno-fetal das gestantes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) em acompanhamento no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Metodologia: O estudo descreveu o histórico clínico e obstétrico preconcepção, aspectos clínicos durante a gestação e o desfecho materno-fetal de 30 gestantes com LES, atendidas no ambulatório de Pré-natal do Hospital de Clínicas da UFPR, entre março de 2012 a novembro de 2015. Resultados: Verificou-se que 46,7% das gestantes apresentavam manifestação renal do LES, 50% tinham histórico de complicação obstétrica prévia e 13,3% apresentavam atividade de doença antes da gravidez. Na gestação, 26,7% apresentaram atividade de doença e 46,7% evoluíram com complicações materno-fetais (hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, perdas gestacionais, restrição do crescimento intrauterino, prematuridade, baixo peso ao nascer ou óbito neonatal). Houve relevância estatística entre atividade de doença durante a gestação e atividade de doença preconcepção, assim como entre prematuridade e presença de anticorpos antifosfolípides e síndrome antifosfolípide e também do conjunto de complicações materno-fetais com atividade preconcepção e uso de doses de prednisona >10mg/dia. Conclusão: Neste estudo encontramos uma frequência elevada (46,7%) de complicações maternas e/ou fetais em gestações de pacientes lúpicas, portanto, gestantes com LES são consideradas de alto risco. Recomenda-se que a gravidez destas pacientes seja planejada e acompanhada por profissionais com conhecimento no manejo da doença de base.

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Biografia do Autor

  • Lilian Schade, Universidade Federal do Paraná
    Mestranda do Programa de Pós-Graduação de Medicina Interna e Ciências da Saúde, Universidade Federal do Paraná
  • Eduardo dos Santos Paiva, Universidade Federal do Paraná. Hospital de Clinicas
    Professor assistente de Reumatologia, Hospital de Clinicas, UFPR
  • Renato Luiz Sbalqueiro, Universidade Federal do Paraná. Hospital de Clinicas
    Professor assistente de Tocoginecologia, Hospital de Clínicas, UFPR
  • Dênis José Nascimento, Universidade Federal do Paraná. Hospital de Clinicas
    Professor adjunto de Tocoginecologia, Hospital de Clínicas, UFPR
  • Valderílio Feijó Azevedo, Universidade Federal do Paraná. Hospital de Clinicas
    Professor adjunto de Reumatologia, Hospital de Clinicas, UFPR

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Publicado

2017-06-08

Edição

Seção

Discussão Clínica

Como Citar

1.
Schade L, Paiva E dos S, Sbalqueiro RL, Nascimento DJ, Azevedo VF. Perfil clínico de gestantes portadoras de lúpus eritematoso sistêmico do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. Medicina (Ribeirão Preto) [Internet]. 8º de junho de 2017 [citado 17º de abril de 2024];50(3):169-76. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/139812