Microbiota de úlceras venosas pós uso de “Bota de Unna”

Autores

  • Flávio Antônio de Melo Universidade do Vale do Sapucaí. Faculdade de Ciências da Saúde
  • Carlos Américo Veiga Damasceno Universidade de Itaúna
  • Mauricéia Lins de Medeiros Universidade do Vale do Sapucaí. Faculdade de Ciências da Saúde
  • Rogério Cássio Fernandes Universidade do Vale do Sapucaí
  • Adriana Rodrigues dos Anjos Mendonça Universidade do Vale do Sapucaí
  • Ana Beatriz Alkmim Teixeira Loyola Universidade do Vale do Sapucaí

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v50i4p227-236

Palavras-chave:

Bandagens. Úlcera da Perna. Bactérias.

Resumo

Modelo do Estudo: Foi realizado um estudo individual, analítico, observacional, longitudinal prospectivo, controlado, estudo de coortes concorrente, realizado no período de abril de 2013 a novembro de 2014. Objetivo: Avaliar a microbiota presente no exudato da úlcera venosa de pacientes com “Bota de Unna” e a sua resistência aos antimicrobianos. Métodos: Foram coletadas amostras do exudato de feridas de pacientes com o uso de “Bota de Unna” e de terapia tópica durante a troca do curativo e após sete dias. Os micro-organismos isolados foram identificados e testados quanto à susceptibilidade a antimicrobianos: Resultado: Os micro-organismos Gram positivos isolados foram: S. aureus, E. faecalis, S. xylosus e S. haemolyticus. Os micro-organismos Gram negativos foram: E. coli, P. aeruginosa, S. plymuthica, P. mirabilis, K. pneumoniae, K. oxytoca, P. stuartii, P. vulgaris, A. hydrophila, S. marcescens, A.baumannii, E. cloacae e Tatumella sp. O percentual de crescimento e a microbiota no exudato da úlcera após sete dias não foi significante entre os dois tipos de curativo. O aumento de resistência dos cocos Gram positivos aos antimicrobianos testados nos pacientes que utilizam a “Bota de Unna” foi maior do que nos pacientes sem bota (p=0,0093). Conclusão: O número de micro-organismos na microbiota do exudato da úlcera venosa após troca do curativo é maior independentemente do tipo do curativo. Os cocos Gram-positivos apresentam aumento de resistência aos antimicrobianos nos pacientes que utilizam a “Bota de Unna”.

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Biografia do Autor

Flávio Antônio de Melo, Universidade do Vale do Sapucaí. Faculdade de Ciências da Saúde

Mestre. Professor da Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade do Vale do Sapucaí- (UNIVAS).

Carlos Américo Veiga Damasceno, Universidade de Itaúna

Doutor. Professor da Universidade de Itaúna, Itaúna, MG

Mauricéia Lins de Medeiros, Universidade do Vale do Sapucaí. Faculdade de Ciências da Saúde

Mestre. Professor da Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade do Vale do Sapucaí- (UNIVAS).

Rogério Cássio Fernandes, Universidade do Vale do Sapucaí

Acadêmico do curso de Biologia. UNIVAS.

Adriana Rodrigues dos Anjos Mendonça, Universidade do Vale do Sapucaí

Doutor. Professor do Mestrado profissional de Ciências Aplicadas a Saúde, Universidade do Vale do Sapucaí- UNIVAS.

Ana Beatriz Alkmim Teixeira Loyola, Universidade do Vale do Sapucaí

Doutor. Professor do Mestrado profissional de Ciências Aplicadas a Saúde, Universidade do Vale do Sapucaí- UNIVAS.

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Publicado

2017-08-09

Como Citar

1.
Melo FA de, Damasceno CAV, Medeiros ML de, Fernandes RC, Mendonça AR dos A, Loyola ABAT. Microbiota de úlceras venosas pós uso de “Bota de Unna”. Medicina (Ribeirão Preto) [Internet]. 9 de agosto de 2017 [citado 27 de outubro de 2021];50(4):227-36. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/140486

Edição

Seção

Artigo Original
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