O ciclo da vesícula sináptica

panorama molecular

Autores

  • Gabriel M. Arisi M. Arisi Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo - FMRP/USP
  • Luciano Neder Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo - FMRP/USP
  • Jorge E. Moreira Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo -FMRP-USP

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v34i2p154-169

Palavras-chave:

Vesículas Sinápticas. Proteínas Sinápticas. Sinapse. Neurotransmissores.

Resumo

A presente revisão aborda um ponto específico dentro da sinapse, provavelmente o mais crucial: as interações moleculares entre proteínas da membrana das vesículas sinápticas e da membrana plasmática pré-sináptica. Uma linguagem molecular muito precisa permite a fusão entre as membranas da vesícula sináptica e a plasmática, fusão que libera o neurotransmissor contido na vesícula para a fenda sináptica. A vesícula sináptica foi alvo, nos últimos anos, de uma verdadeira dissecção molecular. É a organela celular com a mais completa descrição estrutural e cinética de seus componentes protéicos. A descoberta de famílias de proteínas homólogas, presentes em todos os tipos celulares eucariotos, como a Rab e a SNARE (SNAP receptors), demonstrou que o ciclo da vesícula sináptica é uma interação entre sistemas protéicos, universais e específicos, de regulação do tráfego vesicular e de fusão de membranas lipídicas. O endereçamento e o controle do fluxo das estruturas precursoras das vesículas sinápticas até o terminal sináptico são realizados pela família Rab de pequenas GTPases. As proteínas da superfamília das kinesinas são as responsáveis pela ação mecânica no transporte anterógrado das estruturas precursoras, ao longo dos microtúbulos do citoesqueleto axonal. As proteínas SNARE realizam a fusão das vesículas com a membrana do terminal pré-sináptico. A proteína sinaptotagmina controla a formação do complexo SNARE em um modo dependente de cálcio. Embora já se tenha conhecimento da maior parte das proteínas envolvidas no ciclo da vesícula sináptica, tem-se ainda que elucidar muitas das funções e interrelações entre elas.

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Biografia do Autor

  • Gabriel M. Arisi M. Arisi, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo - FMRP/USP

    Aluno de pós-graduação da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP), nos Departamento de

    Biologia Celular e Molecular e Bioagentes Patogênicos

     

  • Luciano Neder, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo - FMRP/USP

    Aluno de pós-graduação da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP), nos Departamento de 

    Biologia Celular e Molecular e Bioagentes Patogênicos e Patologia
  • Jorge E. Moreira, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo -FMRP-USP

     

    Professor do Curso de Pós Graduação RMF 5751, “Aspectos Moleculares da Transmissão Sináptica” do Departamento de Biologia Celular e Molecular e Bioagentes Patogênicos, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo -FMRP-USP

     

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Publicado

2001-06-30

Edição

Seção

Artigo de Revisão

Como Citar

1.
Arisi GMAM, Neder L, Moreira JE. O ciclo da vesícula sináptica: panorama molecular. Medicina (Ribeirão Preto) [Internet]. 30º de junho de 2001 [citado 13º de junho de 2024];34(2):154-69. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/1421