Perfil das internações por encefalite viral no Brasil em 2018 por unidade da federação, sexo e faixa etária

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v53i3p268-274

Palavras-chave:

Encefalite Viral, Hospitalização, Saúde Pública

Resumo

Introdução: A encefalite viral é uma condição com altas taxas de morbimortalidade, e um melhor entendimento de sua epidemiologia pode colaborar para a construção de estratégias de prevenção e controle. Diante disso, este estudo se propôs a traçar um perfil epidemiológico para a encefalite viral no Brasil no ano de 2018 a partir de dados de internações hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS). Métodos: Estudo ecológico de análise espacial. Os dados estudados foram relativos às internações hospitalares por encefalite viral no SUS em 2018, estratificadas por unidade da federação (UF), sexo e faixa etária. A distribuição geográfica foi abordada exploratoriamente, já as variáveis sexo e faixa etária foram abordadas analiticamente. Resultados: Foram registradas 2075 internações, com taxa de 0,99/105 habitantes. As taxas para cada UF foram representadas a partir de um mapa colorimétrico, enquanto as taxas para cada sexo e faixa etária foram representadas em uma tabela comparativa univariada. Discussão: Observou-se ampla variação numérica das taxas de internação dentre as UF, sendo Pernambuco o estado com maior incidência (4,13/105 habitantes) e Paraíba o estado com menor (0,29/105 habitantes). Foi constatada associação significativa com risco de internação hospitalar por encefalite viral para o sexo masculino e para as faixas etárias de 1 a 4 anos (RR: 3,28) e menores de 1 ano (RR: 6,02). Conclusão: UF, gênero e faixa etária foram determinantes importantes da taxa de internação hospitalar por encefalite viral. Todavia, carecem de estudos atuais no Brasil e no mundo para a melhor caracterização da epidemiologia da encefalite viral.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Steiner I, Budka H, Chaudhuri A, Koskiniemi M, Sainio K, Salonen O, et a. Viral encephalitis: a review of diagnostic methods and guidelines for management. Eur J Neurol l. 2005;12(5):331-43.doi: https://doi.org/10.1111/j.1468-1331.2005.01126.x

NUNES Cristina Freitas. Etiologia das encefalites e meningites de líquor claro [doutorado]. 2018. São Paulo: Instituto de Medicina Tropical de São Paul da Universidade de São Paulo; 2018. doi: https://dx.doi.org/10.11606/T.99.2018.tde-27112018-144215

Viral encephalitis: a practical review on diagnostic approach and treatment. J Pediatr (Rio J).

Beyond viruses: clinical profiles and etiologies associated with encephalitis. Clinical Infectious Diseases. 2006;43(12):1565-1577. doi: https://doi.org/10.1086/509330

Simon DW, Da Silva YS, Zuccoli G, Clark RSB. Acute Encephalitis. Critical Care Clinics. 2013;29(2):259–277. doi: https://doi.org/10.1016/j.ccc.2013.01.001

Mower K. Early recognition of encephalitis in acute settings. Emergency Nurse. 2017;25(1): 27-31. doi: https://doi.org/10.7748/en.2017.e1651

Solomon T, Hart IJ, Beeching NJ. Viral encephalitis: a clinician's guide. Practical neurology. 2007;7(5):288-305. doi: http://dx.doi.org/10.1136/jnnp.2007.129098

Granerod J & Crowcroft NS. (2007) The epidemiology of acute encephalitis. Neuropsychological Rehabilitation: An International Journal. 2007;17(4-5):406-428. doi: https://doi.org/10.1080/09602010600989620

Weingarten L, Enarson P, Klassen T. Encephalitis. Pediatric Emergency Care. 2013;29(2):235-244. doi: https://doi.org/10.1016/j.pediatrneurol.2015.03.013

Stone MJ, Hawkins CP. A medical overview of encephalitis. Neuropsychological Rehabilitation. 2007;17(4-5):429-449. doi: https://dx.doi.org/10.1080/09602010601069430

Bale Jr. JF. Virus and Immune-Mediated Encephalitides: Epidemiology, Diagnosis, Treatment and Prevention. Pediatric Neurology. 2015;53(1):3-12. doi: https://doi.org/10.1016/j.pediatrneurol.2015.03.013

Thompson C, Kneen, R, Riordan A, et al. Encephalitis in Children. Arch Dis Child. 2012;97(2):150-161. doi: https://dx.doi.org/10.1136/archdischild-2011-300100

Puccioni-Sohler M. Encefalite Viral. In: Joaquim Pereira Brasil Neto; Osvaldo M. Takayanagui. (Org.). Tratado de Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia. 1ed. Rio de Janeiro: Elsevier Editora Ltda., 2013, v. 84, p. 742-747.

Dubey D, Pittock SJ, Kelly CR, McKeon A, Lopez-Chiriboga AS, Lennon VA, Flanagan E. Autoimmune encephalitis epidemiology and a comparison to infectious encephalitis. Annals of Neurology. 2018;83(1):166–177. doi: https://doi.org/10.1002/ana.25131

Silva GS, Richards GA, Baker T, Amin PR, Council of the World Federation of Societies of Intensive and Critical Care Medicine. Encephalitis and myelitis in tropical countries: Report from the Task Force on Tropical Diseases by the World Federation of Societies of Intensive and Critical Care Medicine. Journal of Critical Care. 2017;(42):355-359. doi: https://dx.doi.org/10.1016/j.jcrc.2017.11.001

George BP, Schneider EB, & Venkatesan A. Encephalitis Hospitalization Rates and Inpatient Mortality in the United States, 2000-2010. PloS one. 2014;9(9):e104169. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0104169

Vora NM, Holman RC, Mehal JM, Steiner CA, Blanton JD & Sejvar JJ. Burden of encephalitis-associated hospitalizations in the United States, 1998-2010. Neurology. 2013;82(5):443-51. doi: https://doi.org/10.1212/WNL.0000000000000086

Kulkarini M, Lecocq A, Artsob H, Drebot M, Ogden N. Epidemiology and aetiology of encephalitis in Canada, 1994–2008: A case for undiagnosed arboviral agents? Epidemiology and Infection. 2013;141(11):2243-2255. doi: https://doi.org/10.1017/S095026881200252X

Barbadoro P, Marigliano A, Ricciardi A, D'errico Mm, Prospero E. Trend of hospital utilization for encephalitis. Epidemiology and Infection. Cambridge University Press. 2012;140(4):753–64. doi: https://doi.org/10.1017/s0950268811001002

Steiner I, Budka H, Chaudhuri A, Koskiniemi M, Sainio K, Salonen O, Kennedy PG. Viral encephalitis: a review of diagnostic methods and guidelines for management. European journal of neurology. 2005;12(5):331-43. doi: https://dx.doi.org/10.1111/j.1468-1331.2005.01126.x

Studahl M, Bergstrom T, Hagberg L. Acute viral encephalitis in adults: A prospective study. Scandinavian Journal of Infectious Diseases. 1998;30:215–220. doi: https://dx.doi.org/10.1080/00365549850160828

Khetsuriani N, Holman RC, Anderson L J. Burden of encephalitis-associated hospitalizations in the United States, 1988–1997. Clinical Infectious Diseases. 2002;35:175–182. doi: https://doi.org/10.1086/341301

Venkatesan A, Tunkel AR, Bloch KC, Lauring AS, Sejvar J, Bitnun A, Stahl JP, Mailles A, Drebot M, Rupprecht CE, Yoder J. Case definitions, diagnostic algorithms, and priorities in encephalitis: consensus statement of the international encephalitis consortium. Clinical Infectious Diseases. 2013;57(8):1114-1128. doi: https://doi.org/10.1093/cid/cit458

Koskiniemi M, Korppi M, Mustonen K, Rantala H, Muttilainen M, Herrgård E, Vaheri A. Epidemiology of encephalitis in children. A prospective multicentre study. European Journal of Pediatrics. 1997;156(7):541–545. doi: https://doi.org/10.1007/s004310050658

Davison KL, Crowcroft NS, Ramsay ME, et al. Viral encephalitis in England, 1989–1998: what did we miss? Emerging Infect Dis. 2003;9:234–40. doi: https://doi.org/10.3201/eid0902.020218

Buhl MR, Lindquist L. Japanese encephalitis in travelers: review of cases and seasonal risk. Journal of travel medicine. 2009;16(3):217-9. doi: https://doi.org/10.1111/j.1708-8305.2009.00333.x

Downloads

Publicado

2020-10-14

Como Citar

1.
Silveira EC. Perfil das internações por encefalite viral no Brasil em 2018 por unidade da federação, sexo e faixa etária. Medicina (Ribeirão Preto) [Internet]. 14 de outubro de 2020 [citado 2 de dezembro de 2021];53(3):268-74. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/165408

Edição

Seção

Artigo Original
Bookmark and Share