Atividades físicas e de lazer e seu impacto sobre a cognição no envelhecimento

Autores

  • Patricia Leila Santos Departamento de Neurologia, Psiquiatria e Psicologia Médica. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo
  • Priscila M. Foroni Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo
  • Maria Cláudia F. Chaves Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v42i1p54-60

Palavras-chave:

Envelhecimento. Atividades de Lazer. Atividade Física. Cognição.

Resumo

Modelo de estudo: estudo de prevalência.

Objetivos do estudo: Este estudo teve como objetivo investigar a prevalência de atividades físicas e de lazer entre um grupo de idosos com idade entre 70 e 75 anos. Além disso, foi investigado se a inserção nessas atividades pode exercer influência sobre a cognição. Metodologia: Participaram do estudo 45 idosos de ambos os sexos, com idade entre 70 e 75 anos, cadastrados em um Núcleo de Saúde da Família (NSF) na cidade de Ribeirão Preto (SP), sem doenças neurológicas (previamente diagnosticadas), não acamados e não asilados. Foram utilizados um questionário para levantamento de dados sociodemográficos e de saúde, hábitos de vida e rotina do idoso, formulado com questões de caracterização dos sujeitos, incluindo informações sobre a realização e características das atividades de lazer e físicas, e o Mini-Exame do Estado Mental – MEEM. Resultados: No grupo estudado, 52,3% referiram praticar atividade física, principalmente caminhada, sendo maior a participação entre os homens (69,2%) do que entre as mulheres (43,7%). Quanto às atividades de lazer, 80% relatou participar de alguma atividade (81,2% das mulheres e 76,9% dos homens), sendo que a maioria (66,6%) apontou como lazer o hábito de freqüentar igreja. Os idosos que praticavam atividades de lazer obtiveram escores no MEEM significativamente superiores àqueles que não praticavam, verificado pelo teste t (p<0,05). Não houve diferença significativa (p>0,05) de desempenho no MEEM quando comparados os indivíduos que praticavam atividade física e aqueles que não praticavam. Conclusões:  O estímulo às atividades de lazer deve também ser considerado quando se pensam em atividades de promoção à saúde, especialmente no que tange a aumentar as possibilidades de um envelhecimento físico e cognitivo saudável. 

 

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Biografia do Autor

  • Patricia Leila Santos, Departamento de Neurologia, Psiquiatria e Psicologia Médica. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo

    Docente, Departamento de Neurologia, Psiquiatria e Psicologia Médica. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo

  • Priscila M. Foroni, Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo

    Fonoaudióloga, Aluna do Curso de Aperfeiçoamento em Disfagia Infantil do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo

  • Maria Cláudia F. Chaves, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo

    Aluna de Graduação. Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo

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Publicado

2009-03-30

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

1.
Santos PL, Foroni PM, Chaves MCF. Atividades físicas e de lazer e seu impacto sobre a cognição no envelhecimento. Medicina (Ribeirão Preto) [Internet]. 30º de março de 2009 [citado 20º de abril de 2024];42(1):54-60. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/206