AVALIAÇÃO DO MODELO DE ORGANIZAÇÃO DA UNIDADE DE EMERGÊNCIA DO HCFMRP-USP, ADOTANDO, COMO REFERÊNCIA, AS POLÍTICAS NACIONAIS DE ATENÇÃO

Autores

  • José Sebastião Santos Departamento de Cirurgia e Anatomia. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo
  • Sandro Scarpelini Departamento de Cirurgia e Anatomia. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo
  • Sérgio Luís L. Brasileiro Departamento de Clinica Médica
  • Clarice Aparecida Ferraz Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo.
  • Maria Eulália L. V. Dallora Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo
  • Marcos Felipe Silva Sá Departamento de Ginecologia e Obstetrícia. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v36i2/4p498-515

Palavras-chave:

Emergência. Urgência. SAMU. Regulação Médica. Educação Médica. SUS (BR).

Resumo

As experiências inovadoras, direcionadas para as especificidades da atenção integral, da formação e da capacitação profissional na área das urgências, no Brasil, são recentes e vêm sofrendo influências dos modelos franco-germânico e anglo-americano. A incorporação do Sistema de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e da Regulação Médica(RM) à rede assistencial, no País, iniciou-se a partir da cooperação franco-brasileira, em 1995. Em nosso meio, o SAMU foi implantado em 1996 e a RM de toda a demanda de urgência para os hospitais, no ano de 2000. A atenção inicial às urgências, no Brasil, tal como no modelo franco-germânico é multidisciplinar, mas a sistematização do conhecimento e a das práticas assistenciais das equipes de saúde para o suporte avançado à vida têm sido influenciadas pelos programas anglo-americanos, tais como o Advanced Cardiac Life Support, o Advanced Trauma Life Support, o Pediatric Advanced Life Support e o Basic Life Support, dentre outros.

Essas estratégias, adaptadas à realidade brasileira, têm contribuído para a transformação do velho modelo de organização da atenção às urgências, bem como proporcionado revisões dos conteúdos curriculares e da organização acadêmica. Os problemas da atenção às urgências, nos grandes centros urbanos, e algumas experiências com êxito, no âmbito do Sistema Único de Saúde(SUS), subsidiaram a formulação da Politicas Nacional de Atenção às Urgências (PNAU) e de Humanização (PNH) do Ministério da Saúde. Ao Ministério da Educação, aos Centros Formadores, aos Conselhos de Classe e às Agências de Fomento à Pesquisa cabem, em sintonia com o SUS, a formulação dos padrões para a formação, o exercício profissional e a investigação na atenção às urgências.

A Unidade de Emergência do HCFMRP-USP (UE-HC), nos últimos anos, aplicando conceitos contemplados pela PNAU e pela PNH, participou da configuração de uma rede assistencial regional, hierarquizada de atenção às urgências, regulada e humanizada por meio da implantação da RM e do SAMU. Os serviços clínicos da UE-HC, vinculados aos Departamentos de Aplicação da FMRP-USP e apoiados pelo Centro de Estudos de Emergências ajudaram a redefinir a missão assistencial e educacional da unidade. A superlotação foi equacionada com a redução significativa do número de consultas e da taxa de ocupação, e, como era esperado, houve aumento da média de permanência, da complexidade dos casos atendidos e do custo médio das internações.Assim, a UE-HC tem se transformado num centro de referência para a assistência de elevada complexidade, assim como para a formação e capacitação de profissionais que lidam com as urgências. Neste cenário, estão surgindo as possibilidades para a reflexão crítica das práticas já instituídas, a sistematização das práticas e do conhecimento, a preparação para a produção de novos saberes e as bases para a criação de um departamento acadêmico e da especialidade de Urgências Médicas

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Biografia do Autor

José Sebastião Santos, Departamento de Cirurgia e Anatomia. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo

Docente. Departamento de Cirurgia e Anatomia. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo

Sandro Scarpelini, Departamento de Cirurgia e Anatomia. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo

Docente. Departamento de Cirurgia e Anatomia. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo

Sérgio Luís L. Brasileiro, Departamento de Clinica Médica

 

Médico Assistente do Departamento de Clinica Médica.

Clarice Aparecida Ferraz, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo.

 

Docente da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo.

 

Maria Eulália L. V. Dallora, Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo

 

Diretora da Assessoria Técnica do Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo

Marcos Felipe Silva Sá, Departamento de Ginecologia e Obstetrícia. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo

Docente do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo

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Publicado

2003-12-30

Como Citar

1.
Santos JS, Scarpelini S, Brasileiro SLL, Ferraz CA, Dallora MELV, Sá MFS. AVALIAÇÃO DO MODELO DE ORGANIZAÇÃO DA UNIDADE DE EMERGÊNCIA DO HCFMRP-USP, ADOTANDO, COMO REFERÊNCIA, AS POLÍTICAS NACIONAIS DE ATENÇÃO. Medicina (Ribeirão Preto) [Internet]. 30 de dezembro de 2003 [citado 28 de novembro de 2021];36(2/4):498-515. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/29420

Edição

Seção

Política de Atenção às Urgências
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