Intervenção junto à família do paciente com alto risco de morte

Autores

  • Érika Arantes Oliveira Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - FMRP/USP
  • Júlio César Voltarelli Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo-FMRP/USP
  • Manoel Antônio Santos Departamento de Psicologia e Educação. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo –FFCLRP/ USP
  • Ana Paula Mastropietro Curso de Terapia Ocupacional das Faculdades Claretianas de Batatais.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v38i1p63-68

Palavras-chave:

Transplante de Medula Óssea. Cuidador Familiar. Psicologia.

Resumo

Atualmente o Transplante de Medula Óssea (TMO) vem se constituindo como alternativa eficaz para o tratamento de diversos tipos de doenças hematológicas e auto-imunes, quando os tratamentos convencionais não oferecem bom prognóstico. São enfermidades potencialmente fatais, cujo diagnóstico gera impacto psicológico tanto no paciente como em sua organização familiar. Nesse momento, a família enfrenta a perda da vida “normal”, tal como era percebida e vivida antes do diagnóstico, e se vê obrigada a encarar a destruição do mito familiar de que as doenças fatais só acontecem com os outros. Além disso, o transplante implica em riscos severos para a integridade física do paciente, comprometendo seu senso de autonomia e controle pessoal. A iminência da morte é uma ameaça onipresente que afeta também a família, devido à possibilidade palpável da perda de seu ente querido. Numa tentativa de auxiliar esses familiares algumas modalidades de intervenção psicológica foram implantadas na Unidade de TMO do Hospital das Clínicas da FMRP-USP, dentre elas: reuniões familiares, atendimentos individuais e grupos de apoio psicológico. Os resultados obtidos têm mostrado a importância que os beneficiados, assim como os profissionais da equipe, atribuem à estratégia de apoio psicológico ao familiar, complementando as intervenções psicossociais voltadas diretamente para o bem-estar emocional do paciente. A experiência acumulada em anos de assistência tem corroborado dados disponíveis na literatura, que apontam a necessidade de disponibilizar intervenções ao familiar nas diferentes fases do tratamento.

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Biografia do Autor

  • Érika Arantes Oliveira, Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - FMRP/USP

    Psicóloga da Unidade de Transplante de Medula Óssea. Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - FMRP/USP e do Departamento de Psicologia e Educação. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo- FFCLRP/USP.

     

  • Júlio César Voltarelli, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo-FMRP/USP

    Docente. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo-FMRP/USP. Responsável pela Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidde de São Paulo - HCFMRP/USP.

     

  • Manoel Antônio Santos, Departamento de Psicologia e Educação. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo –FFCLRP/ USP

    Docente. Departamento de Psicologia e Educação. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo –FFCLRP/ USP. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq.

     

  • Ana Paula Mastropietro, Curso de Terapia Ocupacional das Faculdades Claretianas de Batatais.

     

     

    Terapeuta Ocupacional da UTMO do Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto -HCFMRP/USP. Docente. Curso de Terapia Ocupacional das Faculdades Claretianas de Batatais.

     

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Publicado

2005-03-30

Edição

Seção

Capítulos

Como Citar

1.
Oliveira Érika A, Voltarelli JC, Santos MA, Mastropietro AP. Intervenção junto à família do paciente com alto risco de morte. Medicina (Ribeirão Preto) [Internet]. 30º de março de 2005 [citado 14º de abril de 2024];38(1):63-8. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/427