Familiares, profissionais de saúde mental e a alteridade da loucura

Autores

  • Teresinha Cid Constantinidis Universidade Federal do Espirito Santo - UFES
  • Angela Nobre de Andrade Universidade Federal do Espírito Santo

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v26i3p355-363

Palavras-chave:

Transtornos mentais, Relações familiares, Pessoal de saúde, Serviços de saúde mental.

Resumo

Este estudo pretende compreender a relação de familiares e profissionais de saúde mental com a loucura e discutir suas possíveis repercussões nas ações de atenção e cuidado à pessoa com sofrimento psíquico. Em perspectiva qualitativa de investigação, foram entrevistados familiares de usuários e profissionais de dois centros de atenção psicossocial. A análise temática do conteúdo indicou regularidades discursivas que delinearam quatro categorias: (1) termos e ideias associadas à loucura; (2) loucura concebida como falta; (3) comportamento diferente e o diagnóstico; (4) loucura, doença mental e controle. Os resultados apontam que, na visão dos profissionais, a loucura está aquém em relação a um modelo de saúde mental idealizado. Diante disso, buscam classificar e controlar suas manifestações. Os familiares não acreditam na utilização de possibilidades e meios relacionais com seu familiar com sofrimento psíquico, associando-o à invalidez e tentam controlá-lo, como forma de lidarem com a alteridade.

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Biografia do Autor

Teresinha Cid Constantinidis, Universidade Federal do Espirito Santo - UFES

Professora adjunta do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Espirito Santo - UFES, mestre em Psicologia Social pela USP e doutora em Psicologia pela UFES.

Angela Nobre de Andrade, Universidade Federal do Espírito Santo

Professora associada do Programa de Pós Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo

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Publicado

2015-12-26

Como Citar

Constantinidis, T. C., & de Andrade, A. N. (2015). Familiares, profissionais de saúde mental e a alteridade da loucura. Revista De Terapia Ocupacional Da Universidade De São Paulo, 26(3), 355-363. https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v26i3p355-363

Edição

Seção

Artigo Original