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Rodion Raskólnikov ou Do pretenso direito ao crime: Apontamentos / itinerário para uma leitura de Crime e Castigo

Autores

  • Gilvan Fogel Universidade Federal do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2317-4765.rus.2021.181792

Palavras-chave:

Crime e castigo, Modernidade, Revolta

Resumo

O texto procura alinhavar o roteiro de uma leitura de Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski. Raskólnikov marca o tipo moderno (cartesiano, iluminista), a saber, l’homme révolté. Revoltado contra a própria vida, a própria existência. Isso por mostrar-se esta como pouca, pobre, finita. Este é o fundo metafísico que, do ponto de vista moral-religioso ou teológico-cristão, define a noção de culpa. Esta compreensão (a saber, revolta, ingratidão) perfaz não só “Crime e Castigo”, mas todas as grandes obras de Dostoiévski.

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Biografia do Autor

Gilvan Fogel, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, membro do Conselho editorial da coleção Pensamento Humano – Editora Vozes. Trabalha com filosofia alemã contemporânea (Nietzsche e Heidegger, principalmente; fenomenologia, de modo geral). Concentra também seu trabalho na articulação/relação entre filosofia e literatura.

Referências

DOSTOIEVSKI, Fiódor. Crime e Castigo, em Obra Completa, Companhia Aguilar Editora, Rio de Janeiro, 1963, Vol. II.

GASSET, José Ortega y. En Torno a Galileo, Lección IX, Revista de Occidente, Madri, 1956, p. 167/8.

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Publicado

2021-04-29 — Atualizado em 2021-06-16

Versões

Como Citar

Fogel, G. (2021). Rodion Raskólnikov ou Do pretenso direito ao crime: Apontamentos / itinerário para uma leitura de Crime e Castigo. RUS (São Paulo), 12(18). https://doi.org/10.11606/issn.2317-4765.rus.2021.181792 (Original work published 29 de abril de 2021)