Ancestralidade Genômica, nível socioeconômico e vulnerabilidade ao HIV/aids na Bahia, Brasil

Auteurs

  • Kiyoko Abe-Sandes Universidade do Estado da Bahia
  • Thaís Ferreira Bomfim Fiocruz; Instituto Gonçalo Moniz; Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa
  • Taisa Manuela Bonfim Machado Fiocruz; Instituto Gonçalo Moniz; Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa
  • Camila Abe-Sandes Universidade Federal da Bahia; Ciências Biológicas
  • Angelina Xavier Acosta Faculdade de Medicina da Bahia; Pediatria
  • Carlos Roberto Brites Alves Faculdade de Medicina da Bahia; Infectologia
  • Bernardo Galvão Castro Filho Fundação Oswaldo Cruz

DOI :

https://doi.org/10.1590/S0104-12902010000600008

Mots-clés :

Aids, HIV-1, CCR5, CCR2, Ancestralidade genômica

Résumé

O curso clínico da infecção pelo HIV é determinado por complexas interações entre características virais e o hospedeiro. Variações no hospedeiro, a exemplo das mutações CCR5Δ32 e CCR264I, são importantes para a vulnerabilidade e progressão do HIV/aids. Atualmente, observa-se um aumento do número de casos da infecção entre os segmentos da sociedade com menor nível de escolaridade e pior condição socioeconômica. Com o objetivo de estimar a ancestralidade e verificar a sua associação com renda, escolaridade vulnerabilidade e progressão ao HIV/aids foram analisados 517 indivíduos infectados pelo HIV-1, sendo 289 homens e 224 mulheres. Os pacientes foram classificados segundo a ancestralidade genômica avaliada por 10 AIMs e pela vulnerabilidade e progressão ao HIV/aids através das mutações CCR5Δ32 e CCR264I. Os indivíduos infectados pelo HIV-1 apresentaram contribuição africana de 47%. As mutações CCR5Δ32 e CCR264I foram mais frequentes nos indivíduos brancos (3%) e negros (18%) respectivamente, e essas mutações mostraram frequência mais elevada nos tipicamente progressores (TP), quando comparados com os rapidamente progressores (RP) para aids. Não foi encontrada associação entre ancestralidade e vulnerabilidade ao HIV na análise para o grau de instrução. A pauperização da infecção pelo HIV-1 nessa população foi confirmada pela relação inversa entre renda e ancestralidade africana, pois quanto menor a renda maior a ancestralidade africana. Os resultados deste estudo sugerem associação entre as condições socioeconômicas e vulnerabilidade ao HIV/aids da população afrodescendente.

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Publiée

2010-12-01

Numéro

Rubrique

nd431043982

Comment citer

Abe-Sandes, K., Bomfim, T. F., Machado, T. M. B., Abe-Sandes, C., Acosta, A. X., Alves, C. R. B., & Castro Filho, B. G. (2010). Ancestralidade Genômica, nível socioeconômico e vulnerabilidade ao HIV/aids na Bahia, Brasil . Saúde E Sociedade, 19(supl.2), 75-84. https://doi.org/10.1590/S0104-12902010000600008