Promoção da saúde e cultura política: a reconstrução do consenso

Autores

  • Eduardo Navarro Stotz Fiocruz; Escola Nacional de Saúde Pública
  • José Wellington Gomes Araujo Fiocruz; Escola Nacional de Saúde Pública

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-12902004000200002

Palavras-chave:

Igualdade, Eqüidade, Promoção da Saúde, Empoderamento, Cultura política, Educação popular

Resumo

O presente texto faz uma avaliação das noções de promoção da saúde e de empowerment ao problematizar os princípios que integram a cultura da saúde pública e orientam as propostas de políticas públicas formuladas especialmente para os chamados países "em desenvolvimento". Analisa-se particularmente empowerment, usualmente visto como uma forma de promoção individual e coletiva (comunitária, social) da saúde de grupos em situação de maior vulnerabilidade social. Examina-se esta proposta à luz da crise do Estado de Bem-Estar Social e de sua superação, pela via neoliberal, nos anos da década de 1980, com destaque para as mudanças na apreensão conceitual e moral da realidade do capitalismo, em particular da política social, desde então pautada pelo princípio da equidade, em oposição ao da universalidade. A adoção deste princípio pela Organização Mundial da Saúde integra a cultura dominante no setor da saúde que é, contudo, pouco reflexiva, fortemente tecnicista e normativa. Construir uma nova cultura capaz de reconhecer o saber comum, incorporar as experiências sociais, apoiar as lutas reivindicativas e expressar a saúde como direito universal são os desafios propostos pelos autores.

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Publicado

2004-08-01

Edição

Seção

nao definida

Como Citar

Stotz, E. N., & Araujo, J. W. G. (2004). Promoção da saúde e cultura política: a reconstrução do consenso . Saúde E Sociedade, 13(2), 5-19. https://doi.org/10.1590/S0104-12902004000200002