Quando o Atlântico encontra o Mediterrâneo: o fantástico em O céu não sabe dançar sozinho, de Ondjaki

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/va.i41.190880

Palavras-chave:

literatura angolana, contos, pós-independência

Resumo

O objetivo deste artigo é reconhecer, nos contos “Budapeste”, “Madrid” e “Giurgiu”, de O céu não sabe dançar sozinho (2014), de Ondjaki, a presença de elementos característicos do fantástico que nos ajudem a perceber outras nuances da obra do autor. Utilizamos as contribuições teóricas de Mata (2000), Cardoso (2008), Todorov (1999), Furtado (1980) e Ceserani (2006). A ambiguidade e a figura do narrador-personagem são centrais nas narrativas fantásticas porque elas conduzem o leitor, demonstrando os caminhos que este deve seguir.  O narrador-personagem encontra-se muitas vezes ameaçado e presencia fatos insólitos, os quais não busca explicar, mantendo sempre a dúvida acerca daquilo que narra.

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Biografia do Autor

Sabrina Ferraz Fraccari, Universidade Federal de Santa Maria

Mestranda em Letras na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Licenciada em Letras Português e Espanhol pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) - Campus Cerro Largo/RS. Bolsista CAPES. E-mail: sabrina.fraccari@acad.ufsm.br

Demétrio Alves Paz, Universidade Federal da Fronteira Sul

Professor Associado de Teoria Literária e Literaturas de Língua Portuguesa na Universidade Federal da Fronteira Sul - Campus Cerro Largo - RS

Referências

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Publicado

2022-07-28

Como Citar

Fraccari, S. F., & Paz, D. A. . (2022). Quando o Atlântico encontra o Mediterrâneo: o fantástico em O céu não sabe dançar sozinho, de Ondjaki. Via Atlântica, 23(1), 421-451. https://doi.org/10.11606/va.i41.190880

Edição

Seção

Dossiê 41: Margens do Atlântico em Português