Portal da USP Portal da USP Portal da USP

Uso de letras maiúsculas na novela Statira, e Zoroastes, de Lucas José d’Alvarenga (1826)

Gracinéa Imaculada Oliveira

Resumo


Neste artigo, descreveu-se e analisou-se o uso das letras maiúsculas na primeira novela publicada no Brasil – Statira, e Zoroastes (1826), de Lucas José d’Alvarenga. Na análise dos dados, utilizou-se a classificação proposta por Meier (1948). Para isso, listouse, quantificou-se e classificou-se toda ocorrência de letras maiúsculas da novela em duas funções propostas pelo autor: estruturante (relacionada a aspectos visuais e sintáticos) e semântica (relativa a elementos de particularização e de ênfase a determinados campos semânticos). Na primeira, o uso da letra maiúscula foi categórico nos contextos analisados. Na segunda (que inclui as funções individualizadora, hierarquizadora, distintiva), houve oscilações, mas a análise mostrou que o uso da inicial maiúscula não foi aleatório, nem se restringiu à grafia, está relacionado aos grandes temas da novela: política, nobreza, guerra, religião, saber e sentimento. Ou seja, o uso foi, sobretudo, de ordem semântica. Os temas relevantes que perpassam o texto foram grafados com letra inicial maiúscula.


Palavras-chave


Escrita. Módulo. Letra maiúscula. Statira, e Zoroastes. Século XIX.

Texto completo:

PDF

Referências


Academia Brasileira de Letras. Vocabulário ortográfico da língua portuguesa. 5.ª ed. Rio de Janeiro: Global; 2009.

Alvarenga LJ. Statira, e Zoroastes. Rio de Janeiro: Plancher; 1826.

Calmon P. Prefácio. In: Secretaria da Câmara dos Deputados. Falas do trono: desde o ano de 1823 até o ano de 1889. São Paulo: Melhoramentos; 1977.

Cambraia CN. Introdução à crítica textual. São Paulo: Martins Fontes; 2005.

Candido A. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. 6.ª ed. Belo Horizonte: Itatiaia; 2000. 2 vol.

Cunha AG. Dicionário etimológico Nova Fronteira da língua portuguesa. 2.ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; 1997.

Houaiss A. Elementos de bibliologia. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro; 1967. Vol. 1.

Houaiss A, Villar MS. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva; 2009.

Meier H. Ensaios de filologia românica. Lisboa: Revista de Portugal; 1948.

Niklas-Salminen A. La lexicologie. Paris: Armand Colin; 1997.

Oliveira GI. Estudo do vocabulário do vestuário em documentos setecentistas de Minas Gerais. [Dissertação]. Belo Horizonte: Faculdade de Letras, Universidade Federal de Minas Gerais; 2010.

Oliveira GI. Edição e estudo da novela Statira, e Zoroastes, de Lucas José d’Alvarenga. [Tese]. Belo Horizonte: Faculdade de Letras, Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Letras; 2016.

Perini, MA. Para uma nova gramática do português. 10.ª ed. São Paulo: Ática; 2005.

Sousa OT. A vida de D. Pedro I. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército; 1972. Vol. 2.

Viana H. Letras imperiais. Brasília, DF: Ministério da Educação e Cultura; 1943.




DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2176-9419.v19i1p57-87

Métricas do Artigo

Carregando métricas...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2017 Filologia e Linguística Portuguesa

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

              

ISSN: 2176-9419