Detecção molecular de Ehrlichia canis em carrapatos Rhipicephalus sanguineus (s.l.), em cães e em seus ambientes domésticos em Cuiabá, MT, Brasil

  • Jackeliny Santos Costa Universidade Federal de Mato Grosso, Faculdade de Medicina Veterinária, Laboratório de Virologia e Rickettsioses, Cuiabá – MT, Brazil
  • Andréia Lima Tome Melo Universidade de Cuiabá, Curso de Medicina Veterinária, Cuiabá – MT, Brazil
  • Rute Witter Universidade Federal de Mato Grosso, Faculdade de Medicina Veterinária, Laboratório de Virologia e Rickettsioses, Cuiabá – MT, Brazil. Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Rondônia, Porto Velho – RO, Brazil
  • Thabata Anjos Pacheco Universidade Federal de Mato Grosso, Faculdade de Medicina Veterinária, Laboratório de Virologia e Rickettsioses, Cuiabá – MT, Brazil. Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Rondônia, Porto Velho – RO, Brazil
  • Cristiane Silva Chitarra Universidade Federal de Mato Grosso, Faculdade de Medicina Veterinária, Laboratório de Virologia e Rickettsioses, Cuiabá – MT, Brazil
  • Izabelle Thayná Soares Carvalho Universidade Federal de Mato Grosso, Faculdade de Medicina Veterinária, Laboratório de Virologia e Rickettsioses, Cuiabá – MT, Brazil
  • Luciano Nakazato Universidade Federal de Mato Grosso, Faculdade de Medicina Veterinária, Laboratório de Virologia e Rickettsioses, Cuiabá – MT, Brazil
  • Valeria Dutra Universidade Federal de Mato Grosso, Faculdade de Medicina Veterinária, Laboratório de Virologia e Rickettsioses, Cuiabá – MT, Brazil
  • Richard Campos Pacheco Universidade Federal de Mato Grosso, Faculdade de Medicina Veterinária, Laboratório de Virologia e Rickettsioses, Cuiabá – MT, Brazil
  • Daniel Moura de Aguiar Universidade Federal de Mato Grosso, Faculdade de Medicina Veterinária, Laboratório de Virologia e Rickettsioses, Cuiabá – MT, Brazil http://orcid.org/0000-0001-8631-522X
Palavras-chave: Anaplasmataceae, Vetor, Prevalência, PCR, Anticorpo

Resumo

A região central do Brasil é caracterizada como uma área endêmica para erliquiose canina. Devido a isso, o presente estudo objetivou determinar a prevalência de infecção em cães e seus carrapatos R. sanguineus, coletados a partir do mesmo ambiente. As amostras de soro e DNA genômico de sangue de 20 cães e 299 carrapatos foram testadas por RIFI e PCR a fim de detectar anticorpos e DNA de Ehrlichia canis. Do total, 9 (45%) eram soropositivos para E. canis com títulos variando de 80 a 10240 e 6 cães (30%) positivos para Ehrlichia spp. por PCR. Cinco carrapatos de vida livre (2,89%; intervalo de confiança 95%: 0,94-6,62%), e 6 carrapatos fixados em cães (4,76%; IC 95%: 1,77-10,0%) foram positivos. A taxa de infecção foi semelhante entre ambos os grupos (P=0.395). As sequências parciais do gene dsb de 2 amostras de carrapatos foram idênticas entre si e 100% (350/350) idênticas à E. canis. Apesar das altas taxas sorológicas e moleculares de erliquiose canina em Cuiabá, a prevalência de carrapatos infectados foi menor que o encontrado em
cães. Por outro lado, os carrapatos adultos podem permanecer infectados por tempo suficiente para garantir a infestação e infecção aos cães susceptíveis.

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Publicado
2019-09-09
Como Citar
Costa, J., Melo, A., Witter, R., Pacheco, T., Chitarra, C., Carvalho, I., Nakazato, L., Dutra, V., Pacheco, R., & Aguiar, D. (2019). Detecção molecular de Ehrlichia canis em carrapatos Rhipicephalus sanguineus (s.l.), em cães e em seus ambientes domésticos em Cuiabá, MT, Brasil. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, 56(2), e153661. https://doi.org/10.11606/issn.1678-4456.bjvras.2019.153661
Seção
ARTIGO COMPLETO

Dados de financiamento