NATUREZA E DEGRADAÇÃO MORAL EM JEAN-JACQUES ROUSSEAU

  • Marcos Ribeiro Balieiro
Palavras-chave: Rousseau – degradação – natureza – refinamento – moral

Resumo

O tom pessimista adotado por Rousseau em seu Discurso sobre as Ciências e as Artes e em seu Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens chama a atenção até mesmo do leitor mais desavisado. De fato, quando observamos o tom adotado pelo autor nesses dois textos, não é de espantar que ele tenha dedicado boa parte de sua obra a propor o que poderia ser entendido como um punhado de tentativas de solução para os problemas que nos são apresentados nos trabalhos entregues à Academia de Dijon. Por outro lado, os movimentos que observamos nos dois Discursos parecem deixar claro que, para Rousseau, a decadência que ele observava na sociedade de seu tempo seria o resultado inevitável de um processo que, uma vez colocado em curso, não permitiria escapatória, o que bastaria para transformar obras como Do Contrato Social em pouco mais que ferramentas úteis para diagnosticar os malefícios que acometessem uma sociedade. É precisamente a tensão entre esses dois pontos de vista, o da constatação desesperada de nossa decadência e o do autor que parece trabalhar em uma obra que possa promover mudanças, que constituirá o fio condutor deste artigo.

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Como Citar
Balieiro, M. (1). NATUREZA E DEGRADAÇÃO MORAL EM JEAN-JACQUES ROUSSEAU. Cadernos De Ética E Filosofia Política, (21), 56-63. Recuperado de https://www.revistas.usp.br/cefp/article/view/56549
Seção
Rousseau e natureza