Com a voz enrouquecida ou considerações sobre a presença de Camões no último capítulo de O crime do padre Amaro de Eça de Queirós

Autores

  • Ceila Maria Ferreira Universidade Federal Fluminense

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-9419.v22iEspecialp65-74

Palavras-chave:

Crítica textual, Literatura, Cânone literário, Transmissão textual

Resumo

Esta é uma versão, com poucas modificações, da palestra que foi apresentada durante o Colóquio Um Dia de Camões 8, no Instituto de Letras da UFF. Trata-se de um trabalho sobre a atualidade de Os Lusíadas. Também fizemos considerações sobre a presença de Camões no último capítulo de O crime do padre Amaro, obra que teve três versões, duas delas autorais, e que trouxe e traz ao público leitor o nome e um relato da Comuna de Paris, num exercício do que mais tarde Walter Benjamin chamou de “escovar a história a contrapelo”. Tal trabalho também versa sobre a importância da Crítica Textual para a preservação e divulgação do patrimônio cultural em forma de textos escritos, assim como sobre a importância dessa disciplina para os Estudos de Língua e de Literatura.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ceila Maria Ferreira, Universidade Federal Fluminense

Professora de Crítica Textual lotada no Departamento de Ciências da Linguagem do Instituto de Letras da UFF, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil.Coordenadora do Labec-UFF. Bolsista de Produtividade em Pesquisa 2 do CNPq. Escritora ligada ao Mulherio das Letras Rio.

Referências

Beauvouir S. O pensador. www.pensador.com. [citado 17 jul. 2020]. Disponível em: https://www.pensador.com/frase/ODgwNw.

Benjamin W. Sobre o conceito da história. In: Benjamin, W. Magia e técnica, arte e política. Ensaios sobre literatura e história da cultura. Trad. Sérgio Paulo Rouanet. 8ª ed. São Paulo: Brasiliense; 2012. p. 241-252.

Bloch M. Apologia da história ou o ofício de historiador. Trad. André Telles. Rio de Janeiro: Zahar; 2001.

Bloom H. Gênio. Os 100 autores mais criativos da história da literatura. Trad. José Roberto O’Shea. Rio de Janeiro: Objetiva; 2003.

Cambraia CN. Introdução à crítica textual. São Paulo: Martins Fontes; 2005.

Camões LV de. Os Lusíadas. Edição comentada por Francisco da Silveira Bueno. São Paulo: Saraiva; 1960. (Vols. I e II).

Lisboa JL. Uma, duas, quantas edições?. Cultura [Online], 2014;33:97-108. [citado 17 jul. 2020]. Disponível em: http://journals.openedition.org/cultura/2378.

Matos AC. Eça de Queirós: uma biografia. Cotia/Campinas: Ateliê Editorial/Editora da Unicamp; 2014.

Mónica MF. Eça: vida e obra de José Maria Eça de Queirós. Rio de Janeiro: Record; 2001,

Platão. A república. Introdução, tradução e notas Maria Helena da Rocha Pereira. 8 ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian; 1996.

Queiroz JME de. O crime do padre Amaro. Biblioteca Digital da Biblioteca Nacional de Portugal: Lisboa; 1876.

Reis C, Milheiro M do R, editores. Edição crítica das obras de Eça de Queirós. O crime do padre Amaro. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda; 2000.

Rodrigues MM. A moderna escola camoniana brasileira. Congresso Internacional de Língua Portuguesa, Filosofia e Literaturas de Língua Portuguesa, 2007. Anais. 2007:31-41. [citado 16 jul. 2020]. Disponível em: http://www.filologia.org.br/vii_jnf/tex/31-41.pdf.

Rosa AM da. Eça, discípulo de Machado? Um estudo sobre Eça de Queirós. 2 ed. revista. Lisboa/São Paulo: Presença/Martins Fontes; 1979.

Souza J. A elite do atraso. Da escravidão à lava jato. Rio de Janeiro: Leya; 2017.

Downloads

Publicado

2020-12-22 — Atualizado em 2020-12-22

Versões

Como Citar

Ferreira, C. M. (2020). Com a voz enrouquecida ou considerações sobre a presença de Camões no último capítulo de O crime do padre Amaro de Eça de Queirós. Filologia E Linguística Portuguesa, 22(Especial), 65-74. https://doi.org/10.11606/issn.2176-9419.v22iEspecialp65-74

Edição

Seção

Artigos