Flutuação e gramaticalização no paradigma dos juntores em português forma, significado e história de (na) hora que

Autores

  • Sanderléia Roberta Longhin-Thomazi UNESP, Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, Departamento de Estudos Linguísticos e Literários, São José do Rio Preto/SP

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-9419.v13i1p147-166

Palavras-chave:

Junção. Gramaticalização. Polissemia.

Resumo

Neste trabalho, focalizo um tipo de mudança gramatical que consiste na criação de juntores perifrásticos a partir de fontes nominais usadas em contextos de oração relativa. Trata-se de um mecanismo de produção de perífrases que vem ampliando o instável paradigma dos juntores e ajudando a delinear a gramática do português. Uma construção resultante desse mecanismo é (na) hora que, sobre a qual proponho investigar forma, significado e história. A questão central é mostrar que a emergência de (na) hora que é uma instância de gramaticalização em curso, em que é possível flagrar etapas do processo gradual de sua constituição, tanto no que se refere à reorganização sintagmática dos itens, com consequente perdas morfológicas, como também no que se refere à constituição dos sentidos, com o surgimento de polissemias, que apontam para uma direcionalidade fundada no aumento de complexidade cognitiva.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2011-06-04

Como Citar

Longhin-Thomazi, S. R. (2011). Flutuação e gramaticalização no paradigma dos juntores em português forma, significado e história de (na) hora que. Filologia E Linguística Portuguesa, 13(1), 147-166. https://doi.org/10.11606/issn.2176-9419.v13i1p147-166

Edição

Seção

Artigos