TERRITORIALIDADE E INSTITUCIONALIDADE DAS DESIGUALDADES SOCIAIS NO BRASIL. POTENCIAIS DE RUPTURA E DE CONSERVAÇÃO DA ESCALA POLÍTICA LOCAL

Autores

  • Iná Elias de Castro Universidade Federal do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2179-0892.geousp.2005.73971

Palavras-chave:

Municípios, desigualdade sócio-espacial, instituições, teoria da estruturação, conselhos e consórcios municipais.

Resumo

Tendo como questão central o problema da contradição entre a persistente desigualdade social e sua convivência “com uma representação homogênea que os brasileiros possuem de si mesmos”, este trabalho enfoca a dimensão política do território e das suas instituições, recuperando o município como sujeito político e objeto de análise. O contexto atual do universo municipal brasileiro, afetado pelas condições institucionais da descentralização e da democracia participativa, estabelecidas na Constituição de 1988, define marcos importantes para uma reflexão sobre as lógicas espaciais da ação individual e coletiva. A análise é feita em dois planos: conceitual, a partir de alguns supostos da teoria da estruturação de Giddens e das discussões recentes do “novo institucionalismo”; empírico, explorando informações selecionadas sobre os Conselhos e os Consórcios municipais e outros recursos institucionais capazes de constituir indicadores das condições de diferenciação do universo municipal brasileiro.

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Biografia do Autor

Iná Elias de Castro, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Professora Doutora da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, Pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico  - CNPQ.

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Publicado

2005-08-30

Como Citar

CASTRO, I. E. de. TERRITORIALIDADE E INSTITUCIONALIDADE DAS DESIGUALDADES SOCIAIS NO BRASIL. POTENCIAIS DE RUPTURA E DE CONSERVAÇÃO DA ESCALA POLÍTICA LOCAL. GEOUSP Espaço e Tempo (Online), [S. l.], v. 9, n. 1, p. 35-51, 2005. DOI: 10.11606/issn.2179-0892.geousp.2005.73971. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/geousp/article/view/73971. Acesso em: 3 mar. 2024.

Edição

Seção

Artigos