Projetos políticos nas interpretações do Brasil da primeira metade do século XX

Autores

  • Maria Stella Bresciani Universidade Estadual de Campinas; Instituto de Filosofia e Ciências Humanas

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2316-9141.v0ispep187-214

Resumo

Embora apoiados nos pressupostos analíticos diferentes, Paulo Prado (Retrato do Brasil, 1928), Sérgio Buarque de Holanda (Raízes do Brasil, 1936), Gilberto Freyre (Casa Grande & Senzala, 1933) e Caio Prado Junior (Evolução Política do Brasil, 1934), entre muitos outros estudiosos da primeira metade do século XX, chegaram a leituras da sociedade brasileira em grande parte coincidentes com a de Francisco de Oliveira Vianna exposta no volume I de Populações meridionais do Brasil (1920), O idealismo na evolução política do Império e da República (1922), e outros escritos seus. Os autores partem do mesmo pressuposto: a incompatibilidade entre instituições, pensamentos e idéias liberais, - proposições consideradas avançadas por terem sido formuladas em países "mais civilizados"-, e a situação, ou a "realidade brasileira", adjetivada de atrasada, patriarcal, patrimonial, semifeudal, por nela inexistir a figura política do cidadão, imprenscídivel para a vigência efetiva de instituições, tal como preconizava a Constituição repbulcana de 1891. Formava-se em seus escritos a figura do brasileiro como um homem descontente consigo mesmo, ressentido com seus pais colonizadores devido à herança maldita aqui deixada. Essa poderosa figura negativa situou a questão da cidadania no núcleo do debate e serviu de eixo argumentativo para seus diferentes projetos políticos.

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Publicado

2010-06-30

Edição

Seção

Narrativa Historiográfica

Como Citar

BRESCIANI, Maria Stella. Projetos políticos nas interpretações do Brasil da primeira metade do século XX. Revista de História, São Paulo, n. spe, p. 187–214, 2010. DOI: 10.11606/issn.2316-9141.v0ispep187-214. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/19144.. Acesso em: 22 abr. 2024.