O COMÉRCIO DOS "COOLIE" [1819-1920]

Autores

  • Alexander Chung Yuan Yang Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - FFLCH/USP

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2316-9141.v0i112p419-428

Palavras-chave:

Coolie, Século XIX, imigração chinesa

Resumo

(primeiro parágrafo do artigo)

Após a libertação dos escravos e por ocasião da revolução industrial britânica, no início do século XIX, e em conseqüência da implantação de diversas colônias pelas potências capitalistas, tornou-se necessário o pagamento de salários baixos aos lavradores. Porém, os escravos já haviam sido libertados e foi preciso encontrar novos lavradores para esses trabalhos. A solução estava nos imigrantes chineses que, graças a circunstâncias específicas, se submetiam a esse tipo de trabalho com baixa remuneração, tornando-se ideais para os interesses dos ocidentais no campo da lavoura. No início do século XIX houve o incremento de plantações de algodão, cana-de-açúcar e exploração de minas de adubos, no Novo Mundo, e ainda o desenvolvimento de minas em Sumatra, cultura de arroz na Malaia e açúcar no Hawai. O serviço militar durante a 1a. guerra mundial contribuiu também para a utilização de trabalhadores com baixos salários. A denominação de coolie aparece como coles nos escritos portugueses quinhentistas. A palavra origina-se do hindu kuli. Evoluindo a seguir para coly — koully e finalmente ao francês coulie. Em inglês passou a ser coolie, massa móvel de trabalhadores assalariados, quer indianos, quer chineses, que se irradiaram pelo Ocidente servindo a várias sociedades.

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Publicado

1977-12-26

Edição

Seção

Artigos