A tradução de espaços e as paisagens sonoras na escrita de Ruy Duarte de Carvalho

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/va.i1.200770

Palavras-chave:

espacialidade, corporalidade, sonoridade, cartografia, poética

Resumo

Este artigo tem como objetivo explorar um dos principais aspectos da poesia de Ruy Duarte de Carvalho, que é o espaço, constituído por paisagens visuais e sonoras da nação angolana. Os espaços traduzidos na poesia de Ruy Duarte apresentam não apenas as marcas da colonização, mas também do seu olhar antropológico, que sempre busca percorrer diversos territórios e aprender com os espaços transitados. Alguns apontamentos teóricos fundamentarão esta reflexão, como Poética e filosofia da paisagem (2013), de Michel Collot; A tarefa do tradutor (2013), de Walter Benjamin e Metamorfoses do corpo (1997), de José Gil.

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Biografia do Autor

  • Matthews Cirne, Universidade Federal do Rio de Janeiro

    Doutorando em Letras Vernáculas (Literaturas Portuguesa e Africanas) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Literaturas de Língua Portuguesa (GEPELIP/UFAM) e do grupo de pesquisa Escritas do Corpo Feminino (UFRJ).

Referências

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Publicado

2024-04-30

Edição

Seção

Dossiê 44: Colonialismo/orientalismo: figuras e figurações do Império em narrati

Como Citar

CIRNE, Matthews. A tradução de espaços e as paisagens sonoras na escrita de Ruy Duarte de Carvalho. Via Atlântica, São Paulo, v. 25, n. 1, p. 189–218, 2024. DOI: 10.11606/va.i1.200770. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/viaatlantica/article/view/200770.. Acesso em: 12 jul. 2024.