Arte e inteligências artificiais: implicações para a criatividade

Palavras-chave: arte, inteligência artificial, autonomia, criatividade

Resumo

O artigo propõe uma reflexão sobre as obras de arte dotadas de inteligência artificial, tangendo questões como autonomia e criatividade. Primeiro são oferecidas algumas obras como exemplos, e discute-se o problema da autonomia criativa sob a qual estas iniciativas são comumente interpretadas. Referências dos algoritmos evolutivos e da Cibernética culminam em um modelo particular de análise de obras em termos de sintaxe, semântica e pragmática. Tal modelo oferece possível segmentação dos espectros da criatividade humana, enquanto esclarece alguns desafios para o desenvolvimento de máquinas criativas. Finalmente, apresenta-se uma proposta artística que utiliza recursos de inteligência artificial para gerar desenhos, trazendo uma situação em que a máquina influencia, interfere e redefine um processo criativo que dilui intencionalidades do artista. 

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Biografia do Autor

Sergio José Venancio Júnior, Universidade de São Paulo (USP), Brasil

Sergio José Venancio Júnior é mestrando no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo [ECA/USP], onde desenvolve pesquisas sobre a relação entre Artes Visuais e inteligências artificiais. É bacharel em Artes Visuais (2005) e em Ciência da Computação (2011) pela Universidade Estadual de Campinas [Unicamp]. É docente no curso de Especialização em Design Gráfico do Instituto de Artes da Unicamp, onde ministra disciplinas e orienta projetos nas áreas de Design de Interfaces e Design de Experiência do Usuário. 

Publicado
2019-05-12
Como Citar
Venancio Júnior, S. (2019). Arte e inteligências artificiais: implicações para a criatividade. ARS (São Paulo), 17(35), 183 - 201. https://doi.org/10.11606/issn.2178-0447.ars.2019.152262