William Blake contra os "moinhos satânicos" da racionalidade moderna

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2178-0447.ars.2021.178423

Palavras-chave:

William Blake, Início da modernidade, Racionalidade

Resumo

O presente artigo examina a cerrada crítica feita por William Blake ao racionalismo, que havia se expandido e consolidado, no final do século XVIII, nas nações europeias mais poderosas e busca compreender a imaginação singular que anima sua obra, suas dimensões místicas e obscuras e sua inclinação ao estabelecimento de um sistema próprio, que foge à visão de mundo “abstrata” associada pelo artista a notórios pensadores do início da modernidade. Ao mesmo tempo, pretende mostrar como o trabalho rompeu com paradigmas de conhecimento bem estabelecidos em seu tempo e conclui que a obra do artista deveria ser reconhecida como divisor de águas no surgimento de uma estética moderna.

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Biografia do Autor

Isabela Ferreira Loures, Universidade de São Paulo. Escola de Comunicações e Artes

Isabela Ferreira Loures é estudante de graduação do departamento de Artes Visuais da ECA-USP, com interesse e prática no campo da história e teoria da arte. Realizou, entre 2019 e 2020, iniciação científica sob orientação da Profa. Dra. Sônia Salzstein, na qual abordou a relação entre visualidade e linguagem na obra de William Blake. O presente artigo é um desdobramento dessa pesquisa.

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Publicado

2021-12-30

Como Citar

Loures, I. F. (2021). William Blake contra os "moinhos satânicos" da racionalidade moderna. ARS (São Paulo), 19(43), 462-507. https://doi.org/10.11606/issn.2178-0447.ars.2021.178423

Edição

Seção

Diálogos com a Graduação