Sátira, prédica e murmuração: genealogía de uma contenda pela voz (“Coloquio de los perros” e Quijote I)

Autores

  • Gustavo Illades Aguiar

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2317-9651.v1i6p16-39

Resumo

Em "Coloquio de los perros", Cervantes identifica a murmuração em diversos gêneros discursivos (sátira, criação poética, prédica, filosofia moral) e autoriza no Gênesis bíblica o direito à palavra como direito a murmurar. No Quixote I (capítulos 3 e 19) assimila a reza à murmuração. Com isso agrega um episódio mais a milenar contenda pela palavra entre a autoridade e a inteligência crítica. Para argumentar o anterior, proponho uma genealogia da murmuração em quanto a pecado mortal e técnica de transmissão vocalizada dos textos literários. Dita genealogia fornece, adicionalmente, uma explicação à origem do epíteto “Caballero de la Triste Figura”.

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Publicado

2013-12-21

Como Citar

AGUIAR, G. I. Sátira, prédica e murmuração: genealogía de uma contenda pela voz (“Coloquio de los perros” e Quijote I). Caracol, [S. l.], v. 1, n. 6, p. 16-39, 2013. DOI: 10.11606/issn.2317-9651.v1i6p16-39. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/caracol/article/view/75132. Acesso em: 31 jul. 2021.