As muitas versões de um mesmo relato: o jogo narrativo de O Manual dos Inquisidores, de António Lobo Antunes.

  • Ana Cristina Pinto Bezerra Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Palavras-chave: Jogo narrativo, Ditadura, O Manual dos Inquisidores.

Resumo

A análise pretendida deseja compreender como se realiza o “jogo narrativo” presente no romance O manual dos inquisidores (1996), de Lobo Antunes, percebendo de que forma a realização estético-formal e sua multiplicidade de vozes, observada na prosa, dialogam com o universo histórico e social com o qual o Manual se relaciona. Assim deseja-se perceber como as vozes significam o contexto social vivenciado e para além dele, como vozes aglutinadas em um mesmo “relato”.

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Biografia do Autor

Ana Cristina Pinto Bezerra, Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Graduada em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Mestre em Literatura Comparada pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem pela mesma instituição. Doutoranda pelo mesmo programa e instituição, com pesquisa voltada para as relaçãoes entre as literaturas portuguesa e africana de Língua Portuguesa, com o título “De vencedores a vencidos: o desmonte da identidade nacional na prosa de António Lobo Antunes e de José Eduardo Agualusa”

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Publicado
2015-04-25
Como Citar
Pinto Bezerra, A. (2015). As muitas versões de um mesmo relato: o jogo narrativo de O Manual dos Inquisidores, de António Lobo Antunes. Revista Crioula, (15). https://doi.org/10.11606/issn.1981-7169.crioula.2015.85399
Seção
Dossiê: Literatura e Resistência