Manganelli "posfaciado" no Brasil

  • Andrea Santurbano Universidade Federal de Santa Catarina
Palavras-chave: Giorgio Manganelli, paratexto, Hilarotragoedia, Centúria, literatura traduzida.

Resumo

É sabido como o escritor italiano Giorgio Manganelli (1922-1990) amava escrever para seus livros orelhas e contracapas que, de alguma forma, dialogavam e integravam o próprio texto. Já em dois dos seus três livros traduzidos no Brasil – Hilarotragoedia (Imago, 1993) e Centúria (Iluminuras, 1995) –, encontram- se prefácios e introduções, sendo reposicionados ou parcialmente omitidos os peritextos, de acordo com a definição de Genette, originais. Este artigo, portanto, pretende analisar a diferente articulação dos paratextos nas edições traduzidas, a fim de refletir sobre as estratégias pensadas para a recepção no Brasil de um autor, sem dúvida, de difícil acesso.

Biografia do Autor

Andrea Santurbano, Universidade Federal de Santa Catarina
Professor na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), possui Pós-doutorado pela Università di Roma “Tor Vergata” (2015). Co-editor da revista “Mosaico italiano”, atua nas áreas de Literatura Comparada e de Literatura italiana. Dentre as publicações mais recentes, a co-autoria do livro Guido Morselli: eu, o mal e a imensidão (2012) e a co-organização dos volumes Coleções literárias (2013), Fluxos Literários: ética e estética (2013) e Itália do Pós-Guerra (2012). Coordenador do Núcleo de Estudos Contemporâneos de Literatura Italiana – NECLIT (http://neclit.paginas.ufsc.br).
Publicado
2017-10-31
Como Citar
Santurbano, A. (2017). Manganelli "posfaciado" no Brasil. Revista De Italianística, (33), 42-49. https://doi.org/10.11606/issn.2238-8281.v0i33p42-49
Seção
Artigos