Escritura e intertextualidade em La Cognizione del Dolore de Carlo Emilio Gadda

Autores

  • Fabrizio Rusconi Universidade Federal do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2238-8281.v0i37p58-65

Palavras-chave:

Carlo Emilio Gadda, La Cognizione del Dolore, Intertextualidade, Nostalgia, Pastiche, Tradução

Resumo

Partindo por uma nota de Gianfranco Contini que, com relação à obra de Carlo Emilio Gadda, fala de “nostalgia pela literatura perdida”, o artigo se propõe a investigar, em La Cognizione del Dolore, a emersão de uma nostalgia textual no que diz respeito àqueles autores e àquelas obras do passado em que entre literatura e mundo ainda não tinha se interposta a suspeita, a incompreensão que caracterizará o século XX. Os espaços, as formas e as maneiras por meio de que essa nostalgia se torna sensível dependem de um jogo intertextual complexo. Pastiche, citação, tradução estão entre as principais modalidades que o autor da Cognizione escolhe para expressar ambiguamen- te a descontinuidade entre presente e passado. Por trás do sarcasmo aparente e da ironia com que são lidos os autores capturados na vertigem intertextual, o leitor pode perceber um sentimento de distanciamento, solidão e nostalgia.

Biografia do Autor

Fabrizio Rusconi, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutorando pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fabrizio Rusconi é professor de língua e cultura italiana. Participou, recentemente, junto com outros autores ao livro, publicado na Itália, Guido Morselli: un gattopardo del Nord (Pietro Macchione Editore, 2016). Seu projeto de pesquisa visa desenvolver uma teoria da escrita a partir da obra do autor italiano Carlo Emilio Gadda.

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Publicado

2018-12-30

Como Citar

Rusconi, F. (2018). Escritura e intertextualidade em La Cognizione del Dolore de Carlo Emilio Gadda. Revista De Italianística, (37), 58-65. https://doi.org/10.11606/issn.2238-8281.v0i37p58-65

Edição

Seção

Artigos