O tabu do incesto e a bioantropologia

  • José Francisco Carminatti Wencenlau Universidade do Estado de São Paulo Júlio de Mesquita Filho (UNESP)
  • André Strauss Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva
Palavras-chave: Levi-Strauss, Endocruzamento, Etologia, Primatologia, Endogamia

Resumo

O debate acerca do tabu do incesto tem sido amplamente discutido até mesmo antes da fundação da antropologia como disciplina. Porém, foi nessa área do conhecimento que o tema adquiriu atenção acentuada, em especial após a publicação do renomado trabalho de Claude Lévi--Strauss, As estruturas elementares do parentesco, em 1949. Grande parte das escolas de ciências sociais brasileiras toma o assunto como encerrado por esse autor, contudo, isso está longe de ser verdade. Neste artigo procuramos reacender o debate com o estruturalismo lévi-straussiano e a sua principal teoria a respeito da proibição do incesto – a teoria da aliança– através do levantamento de diversos estudos que de algum modo dialoguem com a obra desse autor. Deste modo, com especial auxílio dos trabalhos de fronteira entre a biologia e a antropologia – que muitas vezes não chegam ao contato dos cientistas sociais – desejamos reavivar essa reflexão no circulo acadêmico brasileiro.

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
2012-03-30
Como Citar
Wencenlau, J. F., & Strauss, A. (2012). O tabu do incesto e a bioantropologia. Cadernos De Campo (São Paulo 1991), 21(21), 13-30. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v21i21p13-30
Seção
Artigos e Ensaios