Leon Hirszman e a trilogia dos Cantos de trabalho

Autores

  • Esther Hamburguer Universidade de São Paulo (USP)
  • Thalles Gomes

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1982-677X.rum.2017.119406

Palavras-chave:

Cantos de trabalho, cinema brasileiro, Leon Hirszman, Humberto Mauro.

Resumo

O objetivo principal deste artigo é construir uma reflexão acerca das representações cinematográficas dos cantos de trabalho camponeses na trilogia Cantos de Trabalho de Leon Hirszman. O artigo abarca ainda questões transversais como a discussão sobre o trabalho como matéria-prima cinematográfica, a presença do universo camponês na cinematografia brasileira, as distintas significações do canto de trabalho como fenômeno social e artístico, uma análise comparativa da presença do trabalho nas obras de Humberto Mauro e de Leon Hirszman e a relevância do mundo do trabalho na trajetória artística e intelectual deste cineasta.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Esther Hamburguer, Universidade de São Paulo (USP)

Professora do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. É doutora em Antropologia pela Universidade de Chicago, com pós-doutoramento na Universidade do Texas, Austin.

Thalles Gomes

Advogado, documentarista e mestre em ciências pelo Programa de Meios e Processos Audiovisuais da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. É pesquisador do laboratório de investigação e crítica audiovisual (USP).

Referências

ARAÚJO, A. M. Folclore Nacional II: danças, recreação e música. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

BERNARDET, J-C. Cineastas e imagens do povo. São Paulo: Brasiliense, 1985.

CANDIDO, A. Os Parceiros do Rio Bonito: estudo sobre o caipira paulista e a transformação dos seus meios de vida. São Paulo: Duas Cidades: Editora 34, 2001.

CANTOS DE TRABALHO: CACAU. Direção: Leon Hirszman. Produção: Departamento de Assuntos Culturais (Plano de Ação Cultural-MEC), 1976, cor, 11 min, 16mm ampliado para 35mm.

CANTOS DE TRABALHO: CANA-DE-AÇÚCAR. Direção: Leon Hirszman. Produção: Departamento de Assuntos Culturais (Plano de Ação Cultural-MEC), 1975, cor, 10 min, 35mm.

CANTOS DE TRABALHO: MUTIRÃO. Direção: Leon Hirszman. Produção: Departamento de Assuntos Culturais (Plano de Ação Cultural-MEC), 1975, cor, 12 min, 16mm ampliado para 35mm.

HIRSZMAN, L. É bom falar. Montagem de entrevistas por Arnaldo Lorençato e Carlos Augusto Calil. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.

MARX, K. Crítica ao programa de Gotha. São Paulo: Boitempo, 2012.

OLIVEIRA. F. Crítica à razão dualista/O ornitorrinco. São Paulo: Boitempo, 2003.

ROCHA, G. Revisão crítica do cinema brasileiro. São Paulo: Cosac & Naify, 2003.

VIANY, A. O processo do Cinema Novo. Rio de Janeiro: Aeroplano, 1999.

XAVIER, I. O cinema brasileiro moderno. São Paulo: Paz e Terra, 2001.

Downloads

Publicado

2017-07-13

Como Citar

HAMBURGUER, E.; GOMES, T. Leon Hirszman e a trilogia dos Cantos de trabalho. RuMoRes, [S. l.], v. 11, n. 21, p. 49-77, 2017. DOI: 10.11606/issn.1982-677X.rum.2017.119406. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/Rumores/article/view/119406. Acesso em: 24 fev. 2024.

Edição

Seção

Dossiê