Abordagem global de uma intervenção fisioterapêutica na onfalocele gigante

Autores

  • Camila Isabel da Silva Santos Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
  • Renata Tiemi Okuro Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
  • Patricia Blau Margosian Conti Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
  • Michele Chiacchio Choukmaev Hospital Beneficente Israelita Albert Einstein
  • Milena Antonelli Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
  • Maria Ângela Gonçalves de Oliveira Ribeiro Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

Palavras-chave:

Onfalocele, Exercícios Respiratórios, Fisioterapia (Especialidade), Reabilitação

Resumo

Descrever os efeitos da utilização de recursos instrumentais e cinesioterapêuticos em parâmetros cardiorrespiratórios, espirométricos e na qualidade de vida de uma adolescente com diagnóstico de Onfalocele Gigante (OG), doença pouco abordada na literatura em relação à intervenção da fisioterapia respiratória e motora. Paciente de 16 anos, com diagnóstico de OG, realizou acompanhamento fisioterapêutico, cuja conduta envolveu o uso do Threshold®, Respiron®, fortalecimento e alongamento da musculatura global e de grupos musculares específicos, para a melhora do padrão postural. Os dados de função pulmonar referente à saturação de oxigênio, freqüências respiratória e cardíaca, pressão inspiratória e expiratória máximas, teste de caminhada de seis minutos e parâmetros espirométricos foram as variáveis quantitativas de efeito consideradas antes e após o período de cinco meses de tratamento. Houve melhora de todas as variáveis quantitativas de função pulmonar em relação aos valores basais, bem como melhora da qualidade de vida e da sensação de dispnéia referidas pela adolescente. O uso de recursos fisioterapêuticos instrumentais para fortalecer a musculatura inspiratória, melhorar a ventilação, diminuir a dispnéia e aumentar a tolerância ao exercício, além de uma abordagem postural para desenvolver equilíbrio da biomecânica músculo-esquelética, podem ser uma alternativa a ser utilizada como conduta no tratamento de pacientes com OG.

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Referências

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Publicado

2009-09-09

Edição

Seção

Relato de Caso