Qualidade de vida e avaliação antropométrica de professores de uma rede privada de ensino

  • Marcia Maria Hernandes de Abreu Oliveira Centro Universitário Adventista de São Paulo – UNASP
  • Bruna Andrade Freitas Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch
  • Keliane Galdino Silva
  • Gislene Kauffman Furgêncio Centro Universitário Adventista de São Paulo – UNASP
  • Leslie Andrews Portes Centro Universitário Adventista de São Paulo – UNASP https://orcid.org/0000-0002-5638-4504
  • Nyvian Alexandre Kutz Universidade de São Paulo – USP https://orcid.org/0000-0003-3905-9061
Palavras-chave: Antropometria, Qualidade de Vida, Docentes

Resumo

Objetivo: Avaliar a associação entre a qualidade de vida (QV) e parâmetros antropométricos e de docência, de professores de uma rede privada de ensino de São Paulo. Métodos: Realizou-se estudo transversal descritivo com 107 professores, utilizando-se dois questionários autoaplicáveis, abordando aspectos sociodemográficos, variáveis da docência e de QV (World Health Organization Quality on Life Bref - WHOQOL-bref). Após o preenchimento, os sujeitos foram submetidos às medidas de peso, estatura, índice de massa corporal (IMC) e circunferência da cintura (CC). Resultados: Os professores tinham idade média de 38,2 ± 8,6 anos, 78,5% do sexo feminino, 78,5% casados, 74,8% pertencente à classe B. Todos os professores possuíam ensino superior completo, 64,5% até 10 anos de atuação, 88,8% trabalhavam mais de 20h/semana, 44,9% atuavam em dois turnos ou mais, 55,1% encontravam-se com excesso de peso, 71,1% em risco para doença metabólica e 84,1% consideravam sua QV boa ou muito boa. Nenhuma das variáveis antropométricas, de tempo de docência, de carga horária e da classe econômica, correlacionarem-se significantemente à QV. Correlações fracas, mas significantes, foram observadas entre o tempo de docência e IMC e CC (r=0,26 e r=-0,22, p<0,05). Contudo, verificou-se significante associação (p<0,05) da QV (<71pontos: 35,6±7,9anos vs. ³71pontos: 40,0±9,0anos) com a idade, do IMC (<25kg/m2: 59,0±7,4kg vs. ³25kg/m2: 80,3±15,0kg) com o peso e a circunferência da cintura (<25kg/m2: 80,6±6,9cm vs. ³25kg/m2: 95,9±10,5cm). Conclusão: Embora a percepção da QV seja satisfatória, ela não se relacionou às variáveis antropométricas, sociodemográficas e de docência. Porém, o tempo de docência relacionou-se significantemente ao IMC e à CC.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

The World Health Organization Quality of Life assessment (WHOQOL): position paper from the World Health Organization. Soc Sci Med. 1995;41(10):1403-9.DOI: https://doi.org/10.1016/0277-9536(95)00112-K

Gill TM, Feinstein AR. A critical appraisal of the quality of quality-of-life measurements. JAMA. 1994;272(8):619-26. DOI: https://doi.org/10.1001/jama.1994.03520080061045

Pereira EF, Teixeira CS, Lopes AS. Qualidade de vida de professores de educação básica do município de Florianópolis, SC, Brasil. Ciênc Saúde Coletiva. 2013;18(7):1963-70. DOI: https://doi.org/10.15446/rsap.v16n2.36484

Pereira EF, Teixeira CS, Andrade RD, Lopes AS. O trabalho docente e a qualidade de vida dos professores na educação básica. Rev Salud Pública. 2014; 16(2):221-31. DOI: https://doi.org/10.15446/rsap.v16n2.36484

Marinho SP, Martins IS, Perestrelo JPP, Oliveira DC. Obesidade em adultos de segmentos pauperizados da sociedade. Rev Nutr. 2003;16(2):195-201. DOI: https://doi.org/10.1590/S1415-52732003000200006

Reis RS. Comportamentos de risco à saúde e percepção de estresse dos professores universitários das IFES do sul do Brasil [Tese]. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina; 2005.

Seid EME, Zannom CMLC. Qualidade de vida e saúde: aspectos conceituais e metodológicos. Cad Saúde Pública. 2004;20(2):580-8. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-311X2004000200027

Oliveira RAR, Moreira OC, Andarde Neto F, Amorim W, Costa EG, Marins JCB. Prevalência de sobrepeso e obesidade em professores da Universidade Federal de Viçosa. Fisioter Mov. 2011;24(4):603-12. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-51502011000400003

Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa. Critério de classificação econômica Brasil (2012). São Paulo: ABEP; 2012.

leck MPA, Louzada S, Xavier M, Chachamovich E, Vieira G, Santos L, et al. Application of the Portuguese version of the instrument for the assessment of quality of life of the World Health Organization (WHOQOL-100). Rev Saude Publica. 1999;33(2):198-205. DOI: https://doi.org/10.1590/S0034-89101999000200012

Frisancho AR. Anthropometric Standards for the assessment of growth and nutritional status. Ann Arbor: Universty of Michigan; 1999.

World Health Organization. Physical status: The use and interpretation of anthropometry. Geneva: WHO; 1995. n. 854. [Technical Report Series].

World Health Organization. Obesity: preventing and managing the global epidemic. Geneva: WHO; 2000. n. 894. [Technical Report Series].

Prism [computer program]. Version 6.0. La Jolla, CA: GraphPad Software; 2018.

Santos MN, Marques AC. Condições de saúde, estilo de vida e características de trabalho de professores de uma cidade do sul do Brasil. Ciênc Saúde Coletiva. 2013;18(3):837-46. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-81232013000300029

Silva LG, Silva MC. Condições de trabalho e saúde de professores pré-escolares da rede pública de ensino de Pelotas, RS, Brasil. Ciênc Saúde Coletiva. 2013;18(11):3137-46. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-81232013001100004

Vale SF, Maciel RH, Carlotto MS. Propriedades psicométricas da escala de percepção de estressores ocupacionais dos professores (EPEOP). Psicol Esc Educ. 2015;19(3):575-83. DOI: https://doi.org/10.1590/2175-3539/2015/0193906

Silva R. Características do estilo de vida e qualidade de vida de professores do ensino superior público em Educação Física [Tese]. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina; 2006.

Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP). Estudo exploratório sobre o professor brasileiro com base nos resultados do Censo Escolar de 2007. Brasília: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira; 2009.

Rombaldi AJ, Borges TT, Canabarro LK, Corrêa LQ, Neutzling MB. Conhecimento de professores de educação física sobre fatores de risco para doenças crônicas de uma cidade do sul do Brasil. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum. 2012;14(1):61-72.

Xavier IALN, Santos ACO, Silva DM. Saúde vocal do professor: intervenção fonoaudiológica na atenção primária à saúde. Rev CEFAC. 2013;15(4):976-85. DOI: https://doi.org/10.1590/S1516-18462013000400027

Sant’Anna AS, Costa RGMM, Moraes LFR. Qualidade de Vida no trabalho: uma análise em unidades de ensino básico [Resumo]. In: XXIV Encontro Nacional da Associação de Pós-Graduação em Administração; 2000 Set; Florianópolis, Brasil.

Tavares DDF, Oliveira RAR, Mota Júnior RJ, Oliveira CEP, Marins JCB. Qualidade de vida de professoras do ensino básico da rede pública. Rev Bras Prom Saúde. 2015;28(2):191-7.

Pereira EF, Teixeira CS, Andrade RD, Bleyer FTS, Lopes AS. Associação entre o perfil de ambiente e condições de trabalho com a percepção de saúde e qualidade de vida em professores de educaçã o básica. Cad Saúde Coletiva. 2014;22(2):113-9. DOI: https://doi.org/10.1590/1414-462X201400020002

Catré MNC, Ferreira JA, Pessoa T, Pereira M, Canavarro MC, Catré A. O domínio SRPB (Spirituality, Religiousness and Personal Beliefs) do WHOQOL: O estudo com grupos focais para validação da versão em Português europeu do WHOQOL-SRPB. Anal Psicol. 2014;32(4):401-7.

World Health Organization. Health topics: Chronic diseases. Geneva: WHO; 2013.

Bloom DE, Cafiero ET, Jané-Llopis E, Abrahams-Gessel S, Bloom LR, Fathima S, et al. The global economic burden of noncommunicable diseases. Geneva: World Economic Forum; 2011.

Publicado
2018-06-30
Seção
Artigo Original